Cornetas contra Autuori



Demorou, mas apareceram as primeiras cornetas questionando o trabalho de Paulo Autuori no São Paulo, seja entre conselheiros, seja entre a turma que costuma frequentar as cativas do Morumbi.

O técnico está longe de ser o culpado pela péssima fase do time, mas tem sua parcela de responsabilidade, sim, até porque, salvo engano, já dirigiu o time 17 vezes. No Brasileiro, foram duas vitórias, quatro empates e seis derrotas, ou seja, 10 pontos em 36 disputados, uma campanha pior do que com Ney Franco, quando o time ganhou 8 pontos em 18 possíveis.

Contando a excursão pela Europa e Japão, onde perdeu a Copa Suruga, mais três derrotas e uma vitória. Somando à nova derrota contra o Corinthians, no segundo jogo da decisão da Recopa, são apenas três vitórias em 17 jogos. Nas mesmas 17 partidas, inacreditáveis dez derrotas. Que fase!

Entre conselheiros próximos a Juvenal Juvêncio, esse sim, a meu ver, o grande responsável pelo que o São Paulo vem passando, já há vozes pedindo a saída de Autuori, que no primeiro semestre fez papelão também em São Januário. Alguns querem Muricy Ramalho, mas o nome não é visto com bons olhos por parte da cúpula são-paulina, com destaque para Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, um dos possíveis candidatos à sucessão de Juvenal no ano que vem.

Ainda pipocam críticas a Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano e até ao antes intocável Rogério Ceni, especialmente após a volta de Adalberto Baptista, que saiu do departamento de futebol batendo de frente com o goleiro e retornou à diretoria em cargo mais próximo do presidente.

O trabalho de Gustavo Vieira de Oliveira, filho de Sócrates e sobrinho de Raí que assumiu a gerência executiva do futebol, também é questionado. Só que sem autonomia fica difícil trabalhar. Até porque o São Paulo parece ter um dono _ou um rei: Juvenal.

O curioso é que o presidente conta com apoio da principal organizada do clube, a Independente, apesar de todas as lambanças que vem fazendo há um bom tempo, entre as quais apoiar mudança de estatuto que lhe garantia um terceiro mandato.

Mas será mesmo curioso? Talvez não. Porque se há uma coisa que a Independente parece não ter é exatamente isso: independência, por mais irônico que possa ser.



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