Quem quer comprar?



O império de Eike Batista, que ruiu apesar de toda a ajuda do governo, está em liquidação.

Além de ter colocado seu barco, o Pink Fleet, à venda, o tradicional Hotel Glória, que recebeu empréstimos do BNDES por conta de programa de incentivos à rede hoteleira com vistas à Copa de 2014, apesar de não haver previsão de ficar pronto até lá, deve ser negociado com uma empresa suíça, segundo noticiou o “Estadão” na última terça.

Mas a coisa não para por aí. A IMX, agência de marketing de Eike que representa o Cirque du Soleil no Brasil e é dona de metade do Rock in Rio, também está no mercado para ser adquirida por quem pagar mais.

Apesar de não haver confirmação oficial das negociações, conversas com fundos de investimento têm acontecido com frequência há pelo menos três meses. Os valores envolvidos passariam dos R$ 500 milhões.

Detalhe: um dos principais “ativos” da empresa de marketing esportivo de Eike é ser sócia do consórcio que adquiriu os direitos para gerir o novo Maracanã. Tem 5% de participação. Para quem acha que é pouco, lembro apenas que o estádio, cedido para a iniciativa privada pelo governo do Rio por 35 anos, custou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos, muito mais do que o previsto inicialmente. Não é pouca coisa, não.

Mas que é triste ver o Maraca ajudando a valorizar a agência de Eike em um momento em que a casa do empresário e a de todos os que acreditaram nele se encontram em ruínas, é. A finalidade do estádio, como a dos incentivos dados para a reforma do Hotel Glória para o Mundial, era outra. Ou deveria ser.



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