Autuori e Luxemburgo



Muitos clubes trocam técnico como se troca de camisa. Várias trocam lembram o seis por meia dúzia, uma forma de dar uma satisfação à galera e, por que não?, aos jogadores insatisfeitos.

No São Paulo, saiu Ney Franco e entrou Paulo Autuori, que começa a ser detonado por parte do conselho, e o time não só não melhorou, como conseguiu piorar. Ainda acho que se safa do rebaixamento, tem muito pelo campeonato pela frente, mas há algo de bem podre no reino da Dinamarca, ou melhor, no do Morumbi, onde Juvenal Juvêncio se perpetuou no cargo ao apoiar mudança no estatuto que lhe deu um terceiro mandato.

Autuori, depois de um trabalho medíocre no Vasco, resolveu abandonar o barco, foi para o São Paulo  e até agora não fez nada, nada, nada. E mantém o discurso empolado que encanta boa parte da mídia esportiva. Em terra de cego…

Mas a derrota de ontem para o Criciúma mostrou, mais uma vez, que a crise no Morumbi é geral. Adalberto Baptista, que voltou à diretoria após ter renunciado ao futebol, detonando Rogério Ceni, que há tempos deixou de ser unanimidade entre os são-paulinos, Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano seguem insatisfeitos e Autuori assiste a tudo passivamente, como se o técnico fosse Ceni, quando não é. Aliás só técnico, não. Ceni parece se achar mesmo o dono do time e do clube.

Ainda no mundo tricolor, agora no carioca, ter trocado Abel Braga por Vanderlei Luxemburgo, o queridinho da Unimed, tampouco surtiu efeito. Depois de péssimo primeiro semestre no Sul, Luxemburgo chegou a peso de ouro, rachou o clube, já que a diretoria do Flu quer sua saída e a patrocinadora, que paga as contas, não, e o time, sem padrão de jogo, luta para não cair. E ainda há quem fale na volta de Luxemburgo para o Palmeiras em 2014, o ano do centenário…

Antes que digam que sou contra trocar de treinador, não é verdade. Às vezes a mudança é necessária e faz bem. Que o digam o Vasco, abençoado pela saída de Autuori, hoje melhor nas mãos de Dorival Júnior, o próprio Grêmio, que progrediu com Renato Gaúcho e o Atlético-PR, com campanha sensacional, sensacional mesmo, nas mãos de Vagner Mancini, técnico promissor e batalhador.



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