Força, Lusa



Ainda muito contente com a vitória da Lusa contra a Ponte Preta, reproduzo coluna que publiquei terça-feira no LANCE!. Sei que a situação do time no campeonato não é fácil, segue na zona da degola, mas os jogadores têm mostrado muito brio e estão de parabéns pelo espírito de luta. E gostei de a torcida da Portuguesa gritando o famoso “eu acredito”, porque eu também. Ainda tem muita água para rolar. Sábado parada duríssima contra o Grêmio, no Sul, mas depois todo um returno, quando espero que o time suba na tabela. Abaixo, enfim, minha coluna de anteontem no LANCE!:

“Quando saiu o Guia do Brasileirão do LANCE! fui o único, entre 20 jornalistas consultados pelo diário, que não apostou no rebaixamento da Lusa. Por enquanto não posso dizer que esteja me saindo bem, não, porque o sinal amarelo foi aceso já na primeira rodada, quando o time simplesmente não jogou contra o Vasco, entrando em São Januário com o único objetivo de empatar. Acabou perdendo por 1 a 0.

A campanha até aqui tem sido ruim, dando a impressão para quem olha a tabela e não acompanha os jogos da Portuguesa que ela tem uma equipe bem fraquinha, quando não é verdade. O time de Lauro, Valdomiro, Luis Ricardo, Souza, Gilberto, Diogo e Cia. tem qualidade e poderia estar em situação bem melhor no campeonato. Ainda pode se recuperar desde que os próprios jogadores acreditem que são capazes. Porque são.

O fato de estar na zona de rebaixamento não significa que o time não tenha feito partidas interessantes até aqui. Fez, como pode testemunhar quem acompanhou todos seus jogos no Brasileirão, como é meu caso.

Só que, apesar do potencial dos jogadores, que têm lutado com afinco, reconheço, há problemas sérios a corrigir. Um deles é a parte física. O time cai muito de rendimento no segundo tempo e alguns jogadores dão a impressão de sentir mais cansaço que os adversários. Fora o descontrole emocional que toma conta da equipe em momentos cruciais.

Afoita demais para segurar o resultado sempre que em vantagem, tem sofrido viradas de doer e uma série de gols no finalzinho. Contra Náutico, Atlético-PR, Criciúma, Coritiba e Atlético-MG foram oito preciosos pontos perdidos nos instantes derradeiros. E diante do São Paulo só não levou gol no final porque Aloísio fez o favor de colocar a mão na bola… Tudo bem, alguém pode lembrar que a Lusa ganhou um pontinho contra o Flamengo também nos acréscimos, gol incrível do Lauro, mas é pouco. Mesmo sábado, contra o Bahia, depois de fazer 3 a 0 nos sete minutos iniciais, não é que conseguiu assustar a torcida no segundo tempo? Felizmente, mesmo no sufoco, acabou vencendo por 4 a 2. Mas haja coração.

Talvez falte ao time arriscar mais. Quando saiu na frente fora de casa diante de Goiás, Vitória e Galo, por exemplo, acabou recuando muito, como se não conseguisse acreditar que estava ganhando e poderia ampliar o placar. Acabou cedendo o empate e depois levando a virada.

Sei que às vezes parece um milagre a Portuguesa estar na primeira divisão, até porque, ao contrário das demais equipes da Série A, tem pouquíssima torcida em casa, sem falar nos problemas financeiros e de gestão, incluindo o marketing, que enfrenta há tempos. O Canindé, por exemplo, é um ativo muito mal aproveitado, mas isso é outra história. Que preocupa muitíssimo, claro, mas deixo para discutir em momento oportuno. Hoje não. Neste espaço quero dizer apenas que ainda acredito. Espero que os jogadores também, pois capacidade tanto eles quanto o técnico Guto Ferreira têm, sim. Força, Lusa.”



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