A concessão do Maraca



O consórcio liderado pela Odebrecht, que assumiu a gestão do Maracanã, está preocupado com a decisão do governo do Rio de cancelar a demolição do Célio de Barros, estádio de atletismo, e do Parque Aquático Júlio Delamare, contrariando o próprio edital de licitação do estádio.

Apresentou carta ontem ao governo informando que considera que o contrato para administrar o Maraca continua válido e apresentou alternativas para novo projeto arquitetônico em área ainda não definida pelo poder público.

A preocupação do consórcio com a questão se justifica, porque há quem entenda que lhe caberia uma indenização depois de o governo ter mudado as regras do jogo quando a licitação já tinha um vencedor.

Há também quem entenda que seria o caso de uma nova licitação, sem falar nas vozes das ruas, contrárias à concessão, que fizeram o governador Sérgio Cabral se mexer. Tanto que voltou atrás na decisão de demolir o Célio de Barros e o Júlio Delamare só depois que as manifestações populares começarem.

A confusão pode acabar na Justiça, mas o consórcio entende que o negócio é válido e interessante para ele mesmo com as novas regras. Se é interessante para o estado e a população é que não sei. Lembrando que faz parte do consórcio vencedor empresa do grupo Eike Batista, cujo conglomerado, aliás, está fazendo água há tempos.



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