Sheik e a Fiel



O selinho de Emerson Sheik continua dando o que falar, o que mostra a mentalidade tacanha e machista do mundo em que vivemos, especialmente no esporte.

A direção do Corinthians, via Edu Gaspar, gerente de futebol, teve uma conversa com o jogador sobre a repercussão do caso, que descontentou parte da cúpula da Camisa 12 e da Gaviões da Fiel, as duas principais organizadas do Timão.

Sheik já explicou que fez uma provocação _e absolutamente legítima_, pediu desculpas a quem não gostou e disse que acha uma babaquice toda essa reação que tem visto por aí.

Concordo com ele e acho que a sociedade precisa de pessoas provocadoras, que coloquem, muitas vezes, o dedo na ferida.

O que dizer de Pogba, meia de Juventus, vítima de ofensas racistas no jogo contra a Lazio? Como ele mesmo desabafou, os que os xingavam e o chamavam de macaco são ignorantes. Afinal a estupidez humana, como costumo dizer, não tem limites. E ainda como o próprio Pogba lembrou ele era um só contra 30 mil. O que fazer? Precisa de mais gente apoiando jogadores que sofrem o racismo no Velho Continente.

No caso de Sheik, se há dirigentes da Camisa 12 e da Gaviões insatisfeitos com o selinho, sinto muito. Acho inclusive que ele foi corajoso, porque virou alvo de vaias, piadinhas e cânticos de torcedores rivais, além de agora passar a ser mais cobrado pelos próprios corintianos. Mas pode responder em campo, pois é pago para isso. O que faz fora dos gramados é problema dele.

E é curioso ver que quando foi acusado de contrabando de veículo e lavagem de dinheiro (recentemente foi absolvido das acusações em primeira instância) ninguém disse nada. Mas quando postou o selinho… E assim caminha a humanidade…



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