O legado de LAOR



O presidente do Santos, Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR, que semana passada pediu licença médica de um ano, enfraquecendo processo de impeachment articulado por um grupo de conselheiros, deixou pontos positivos e negativos como legado.

Entre os positivos, cito uma maior discussão dos problemas internos do clube, inclusive pela presença do Comitê Gestor, que tira forças do próprio presidente e torna as decisões mais democráticas. Não poderia deixar de lembrar também o fato de ter conseguido segurar Neymar até a Copa das Confederações, sem falar na Libertadores que ganhou em 2011.

Mas há vários negativos. Um deles foi o fato de o Santos ter ficado dependente demais de Neymar e, sem ele, sobrou o time que temos visto em campo. Um time que ainda tem de ser formado e luta para escapar das últimas colocações no Brasileiro. Responsabilidade, inclusive, de Muricy Ramalho, demitido há pouco e que no último ano e meio de trabalho quase nada fez, esperando que Neymar resolvesse todos os problemas em campo.

Além do mau planejamento do elenco, o Santos passou por dois vexames internacionais, ambos contra o Barcelona. Levou de quatro na final do Mundial de Clubes de 2011, quando entrou assustado em campo, venerando os jogadores rivais, e agora de oito no amistoso no Camp Nou. Isso tudo mancha a imagem do clube.

Sem falar que os novos torcedores conquistados graças ao carisma de Neymar, muitos com 3, 4, 5 ou 6 anos de idade, podem migrar para outros times com a saída, que era inevitável, do craque.

Já em relação a Ganso o Santos não tinha mesmo como segurá-lo, já que havia tempos forçava sua saída da Vila e, pelo futebol que vem apresentando (ou não vem apresentando no São Paulo), não tem feito muita falta.

É um período de transição. Mas para que lado o pêndulo irá pender, não faço ideia. Espero que não seja para o das vacas magras que o Santos viveu durante um bom período, como o do final dos anos 80, começo dos 90. E acho, sinceramente, que não será. Dias melhores virão. Espero. É só ter paciência. E trabalho, claro.



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