O imbróglio do Maraca



Acertou o governo do Rio ao voltar atrás na decisão de demolir o Parque Aquático Julio Delamare e o de atletismo Célio de Barros, no complexo do Maracanã.

A medida, no entanto, mostra como faltam políticas públicas ao Brasil, já que coloca em xeque o próprio processo de concessão à iniciativa privada do estádio, que acabou parando nas mãos da Odebrechet e do grupo de Eike Batista, ambos parte do consórcio vencedor da licitação.

Sempre fui contra a concessão do Maraca, especialmente nos moldes em que estava sendo feita. Se o governo teve dinheiro para reconstruir o estádio, que virou um dos mais modernos do mundo, na hora do lucro vai entregá-lo a grupos privados, que pagariam um aluguel irrisório perto do que podem receber administrando a arena? Não tem muito sentido.

Fora que ainda precisamos de uma explicação sobre os custos do estádio, que ficaram muito acima do previsto inicialmente.

Infelizmente por aqui tudo é feito na base do improviso. Não podemos deixar de lembrar que a grana torrada para refazer o Maraca e a cessão do estádio à iniciativa privada são duas das bandeiras de quem protesta no Rio pedindo a saída de Sérgio Cabral do governo. Não fossem as manifestações, teria ele voltado atrás? Fica a pergunta…

E a Odebrecht, preocupada com a situação, tenta explicar ao povo a diferença entre concessão e privatização para defender o repasse da administração ao consórcio do qual ela faz parte. E que tem prazo de 20 dias para se manifestar sobre o caso. Afinal, as regras do jogo foram mudadas pelo governo depois do processo de licitação.

A história promete. E os manifestantes, também.



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