Boa sorte, Gustavo



Gostei da contratação de Gustavo Vieira de Oliveira como gerente de futebol do São Paulo.

Conheci Gustavo há mais de dez anos, quando eu trabalhava na “Folha” e ele se especializava em gestão esportiva. Bom advogado, atua na área de direito desportivo, entende do esporte e representa novos ares no Morumbi, sem o vício dos dirigentes de carreira, digamos assim.

Já participou de negociações, fez contatos e ajudou em contratos a serviço do São Paulo e o fato de torcer pelo time de Raí, de quem é sobrinho, é o menos importante no futebol profissional que temos ou imaginamos ter hoje em dia.

Poderia ter sido corintiano como virou o pai, o brilhante Sócrates, que certamente daria o máximo pelo clube que contratou seus serviços. Casagrande, afinal, com ligações umbilicais com o Corinthians, onde fez história como Sócrates, não deu o sangue quando atuou pelo Tricolor?

Desejo, enfim, que tenha sucesso no São Paulo, que vive uma crise de gestão há tempos, ampliada no terceiro mandato de Juvenal Juvêncio. Jogadores não se entendem entre eles, parte deles, comandada por Rogério Ceni e Paulo Henrique Ganso, não se dava bem com Ney Franco, que tinha sua parcela de responsabilidade na crise, não dando padrão de jogo ao time, e a relação entre atletas, comissão técnica e diretoria vinha cada vez pior.

O trabalho de Gustavo não será fácil, mas ele é um ótimo sujeito, bom profissional, dedicado e certamente tem as credenciais para fazer um ótimo papel no Morumbi. É só deixá-lo trabalhar. O futebol brasileiro precisa, afinal, de novas vozes. Boa sorte, Gustavo.



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