O doping e os bobos



Quantas e quantas vezes não somos enganados quando vemos atletas batendo recordes aqui e acolá?

Ben Johnson nos 100 metros rasos em Seul-1988 foi um escândalo, mas seria o único? O que falar das suspeitas sobre Florence Griffith-Joyner, que morreu aos 38 anos de idade, em 1998, com a carreira marcada por suspeitas de uso de substâncias ilícitas?

No ciclismo o escândalo Lance Armstrong, para quem é impossível vencer a Volta da França sem estar dopado, diz tudo. O ciclismo virou quase que sinônimo de doping.

E o atletismo? O americano Tyson Gay e o jamaicano Asafa Powell, duas lendas do esporte, dois dos melhores velocistas do mundo e medalhistas em Londres-2012, acabam de ser flagrados no antidoping. Não foram os únicos.

Quando vemos uma Olimpíada, vemos o quê? Os melhores ou os que sabem se dopar melhor? Não dá pra colocar todos no mesmo saco, claro, os agentes de Usain Bolt, bicampeão olímpico dos 100 metros e dos 200 metros rasos garantem que ele está limpo, mas tudo é tão complicado.

Não só no ciclismo e no atletismo, mas na natação, no levantamento de peso, nas lutas e em tantas outras modalidades olímpicas.

O doping não é novo, mas cada vez mais sofisticado. A luta para combatê-lo parece de cão e gato. E nós, os espectadores, muitas e muitas vezes somos feitos de bobos. Pelos atletas, por quem trabalha no esquema de doping, que  movimenta milhões e milhões de dólares, pelos patrocinadores, pela indústria do esporte, que cresce, cresce e cresce, fatura, fatura e fatura. Apoiada em ídolos, muitas vezes, de barro. E por espectadores que talvez ainda acreditem no que estão vendo. Deveriam?



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