Autuori, o teórico



Tenho a impressão de que Paulo Autuori, com um discurso rebuscado, é um dos queridinhos da imprensa esportiva brasileira.

Recentemente esteve num programa na ESPN e escutei muitos jornalistas elogiando o treinador, como se fosse o cara que entendesse todas as mazelas do futebol brasileiro e pudesse encontrar caminhos para recolocá-lo nos eixos.

Vejo de outra forma. Como Sebastião Lazaroni e Mano Menezes, muitas vezes fala, fala e não diz nada. Na teoria podem até considerá-lo um gênio, o que não acho, aliás, na prática, porém…

Autuori tem explicações pra tudo, mas desde que saiu do São Paulo, quando foi campeão da Libertadores e do Mundial em 2005, não conquistou muita coisa.

Salvo engano, foi um fracasso com o Cruzeiro, em 2007, e o Grêmio, dois anos depois. Sua recente passagem pelo Vasco, então, sem comentários. Acabou inflacionando, com seu salário, a folha de pagamentos de um clube que não tinha como bancar seus vencimentos e não deixou de usá-lo como ponte para se transferir para o São Paulo, que pode lhe pagar mais e em dia.

No exterior, trabalhou na Ásia _não na Europa. Não foi bem no Japão e deixou o Qatar com a mancha de não ter conseguido classificar a seleção local para os Jogos de Londres, em 2012.

Mesmo assim, com um discurso empolado, ainda conquista muitos jornalistas. Em terra de cego…

Ah! Antes que me perguntem se eu achava melhor para o São Paulo o Muricy, digo que não. Nem um nem outro. Continuo insistindo que o problema do time do Morumbi não é a comissão técnica, mas quem a escolhe. Juvenal Juvêncio, afinal, está cada vez mais a cara de Alberto Dualib. Ou não? Sua terceira gestão seguida como presidente do São Paulo está apequenando o clube, parecido com o Corinthians dos velhos tempos. Não o atual.



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