Lula e a CBF



As manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil fizeram o ex-presidente Lula retroceder na intenção de usar a Copa das Confederações para contatar presidentes de clubes e federações e mobilizá-los pela campanha de Andrés Sanchez à direção da CBF.

O ex-presidente corintiano, que não confirma sua pré-candidatura, faz oposição a José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. O segundo, vice mais velho de Marin e presidente da Federação Paulista de Futebol, deve ser o candidato da situação para a eleição marcada para abril do ano que vem.

Para concorrer contra Del Nero, Andrés precisaria do apoio de oito presidentes de federações e cinco de clubes. Ele tem em Lula seu principal cabo eleitoral.

Nós últimos dias, porém, Lula está mais preocupado com a mobilização popular do que com a eleição da CBF. Foi ele quem ajudou a dar o tom do discurso de Dilma Rousseff em cadeia nacional e convenceu Fernando Haddad de que tinha que reduzir o preço das passagens de ônibus, mesmo a contragosto do prefeito paulistano.

A eleição da CBF, com isso, segue em compasso de espera. Depois de falar bobagem assim que as manifestações começaram, Del Nero recuou e ficou na moita. Já Andrés teve cancelada reunião com Joseph Blatter sobre o estádio do Corinthians. O prosseguimento da Copa das Confederações, em meio a tantos tumultos, virou prioridade. De Lula, que foi quem trouxe a Copa para o Brasil, Blatter e Dilma.



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