A imagem da Copa



Patrocinadores e parceiros comerciais da Copa-2014 estão muito preocupados com a imagem que o Mundial passou a ter, associada a desperdício de dinheiro público e quebra da promessa de que seria financiada com recursos privados.

A Fiat, por exemplo, tiraria sábado passado comercial incentivando a população a ir às ruas. O objetivo é que o povo saísse de casa pra torcer, não pra se manifestar contra governos municipais, estaduais e federal, exigindo isso e aquilo, como acabou acontecendo.

A Coca-Cola também começou a estudar mudanças em sua campanha e soltou até nota oficial apoiando os protestos, desde que pacíficos, mas defendendo a realização da Copa no Brasil. Alega que pode ajudar no desenvolvimento econômico e social do país.

Já o Itaú, que domingo, logo após o término da Copa das Confederações, pretendia colocar no ar comercial dando às boas-vindas ao Mundial-2014 e ressaltando a hospitalidade do povo brasileiro, analisa o que fazer depois das cenas de vandalismo que marcaram algumas das manifestações.

Muitas ações de marketing foram canceladas por empresas ligadas à Fifa ou a emissoras que exibem a Copa das Confederações, o que gerou pressão diante da entidade que dirige o futebol mundial.

A própria Globo, que tinha colocado o torneio como prioridade em junho, recuou e William Bonner, que acompanharia a seleção in loco até o final da competição, retornou terça passada ao Rio devido à dimensão das manifestações.

Os estádios, apresentados por parte da mídia como suntuosos e belíssimos como os da Liga dos Campeões, passaram a revoltar manifestantes que cobravam o dinheiro público investido neles, todos com preço acima do esperado, além de exigir hospitais e escolas padrão Fifa.

Voltando ao Brasil, Joseph Blatter, que deixara o país para ir à Turquia acompanhar o início do Mundial Sub-20, deve se reuniar com as marcas queixosas. Que investiram muito na Copa das Confederações e estão longe de ter o retorno esperado diante da situação político-social brasileira.



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