A segurança da final



O governo brasileiro segue muito preocupado com a violência fora dos estádios que tem marcado os jogos da Copa das Confederações e prepara um tremendo esquema de segurança para a final de domingo que vem, às 19hs, no Maracanã.

A estratégia para conter os manifestantes no Rio não foi detalhada e ainda está em estudos. As ações já começaram a ser discutidas entre a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, o governo do Estado do Rio e a prefeitura da cidade.

Representantes da Fifa têm mostrado muito desconforto com a situação e já viram seu hotel em Salvador atacado e dois ônibus com o símbolo da entidade apedrejados.

 Extraoficialmente vêm reclamando de dificuldades de interlocução com as autoridades brasileiras, atônitas que estão com o acirramento dos ânimos nas ruas. No Rio, o prédio onde mora o governador Sérgio Cabral, por exemplo, está cercado desde sexta e ficará assim, pelo que dizem os manifestantes, até segunda. Em Salvador, deixaram inquieta a cúpula da Fifa declarações do prefeito ACM Neto, segundo as quais a capital baiana não teria se preparado adequadamente para a Copa das Confederações.

A Fifa vê-se, ainda, atolada de reclamações de patrocinadores e parceiros comerciais que cancelaram ações de marketing durante o torneio devido às manifestações, à violência e ao que chamam de falta de clima para realizá-las.

Ontem, em Belo Horizonte, onde jogaram Japão e México, novos confrontos aconteceram entre policiais e manifestantes e muitos torcedores reclamaram por não terem conseguido chegar ao Mineirão para ver a partida.

Segundo parte da imprensa internacional, o simples fato de a Fifa ter negado que vá tirar os jogos finais da Copa das Confederações do Brasil é muito significativo. Se não essa possibilidade não teria sido aventada, o desmentido seria desncessário, é a avalição feita por alguns jornalistsa estrangeiros.

Para a decisão, no Rio, são esperadas as presenças de Joseph Blatter e Dilma Rousseff, ambos vaiados na abertura da competição. E o jogo e seu entorno podem ser importantíssimos para a manutenção ou não da Copa de 2014 no país. Até por isso as autoridades e a segurança estarão em alerta máximo domingo que vem.



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