O time de Felipão



Muitos acham Luiz Felipe Scolari arcaico, eu continuo na corrente oposta. Esse início de Copa das Confederações, com três vitórias convincentes, mostra, a meu ver, que estamos no caminho certo. Faltam ajustes, claro, mas que o time já tem uma outra cara, tem.

Mudamos muito em relação à época Mano Menezes, quando não tínhamos nem coragem de enfrentar seleções de primeiro nível. Com Felipão não só temos, como mostramos que podemos vencer. Foi assim contra duas campeãs do mundo, a França e agora a Itália, foi assim também contra o México, que vinha sendo uma pedra em nossas chuteiras.

O principal é que o time, apesar de não ter o futebol da Espanha, está evoluindo e ganhando confiança. Mesmo Neymar, que era hostilizado quando jogava pela seleção, ganhou outro posicionamento e assumiu nova postura sob o comando de Felipão. Saiu-se bem nos últimos três jogos, marcou três golaços e criou outras belas jogadas.

Gosto muito de David Luiz, que saiu contundido no primeiro tempo contra a Itália e não tem substituto à altura, e de Thiago Silva, mas a zaga ainda pode melhorar seu posicionamento. Oscar está rendendo menos que o esperado, tem potencial para muito mais, mas são ajustes, como disse, a serem feitos.

Aconteça o que for na quarta, quando o Brasil disputa a semifinal, há muita coisa positiva nesse grupo de jogadores. E talvez o foco tendo saído deles para ficar com as manifestações que seguem tomando conta do Brasil tenha sido positivo para eles. Mas isso é outro assunto, que no momento oportuno quero dissecar melhor.



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