Os nervos do Palmeiras



Um dos principais problemas do Palmeiras neste início de Série B tem sido enfrentar os próprios nervos. O time dá a impressão de estar muito nervoso em campo. Foi assim na estreia em Itu, quando venceu o Atlético-GO, e nos outros dois jogos na cidade, derrota para o América-MG e triunfo contra o Avaí. Contra os mineiros, o goleiro Bruno acabou, inclusive, discutindo com torcedores.

A única boa atuação do Verdão até aqui foi em Alagoas, quando ganhou do ASA de Arapiraca, por 3 a 0.

Sábado, contra o Sport, o gramado estava impraticável por conta da chuva, e o jogo acabou sendo muito ruim. Devido a dois erros grotescos da arbitragem, o Verdão acabou perdendo nos acréscimos e saiu de campo revoltado. Detonou a arbitragem.

Talvez o mais indignado fosse o zagueiro Henrique, que se habituou a questionar os homens do apito. Na saída do gramado dizia: “Cego do caramba, é uma m… Série B do c… É f… Vêm essas m… de árbitros”. Além dele, Márcio Araújo e o técnico Gilson Kleina não se contiveram e podem ser punidos pelo STJD.

Não discuto a atuação de Wagner Reway, que foi péssima mesmo, fazendo tremenda lambança no final e prejudicando o Palmeiras. Como já havia prejudicado a Lusa, aliás, quarta passada, diante do Internacional, fosse invertendo faltas, fosse na expulsão de Ferdinando. Mas culpar apenas o juiz pelo fracasso é tirar o foco do que está acontecendo no Palestra. O time está instável emocionalmente e ainda não encontrou um padrão de jogo. Apesar de seguir em quarto, na zona de classificação, com três vitórias e duas derrotas, não passa confiança para a torcida.

A pausa para a Copa das Confederações, se bem aproveitada, só pode lhe fazer bem. Que sirva para juntar os cacos, que são muitos. Antes dela, porém, amanhã ainda tem o América-RN, um dos piores times da competição, pela frente. Mesmo jogando fora, boa chance para colher três pontinhos.



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