Cerco a Marin



Adversários políticos de José Maria Marin querem aproveitar a Copa das Confederações, que começa dia 15, para voltar a pedir sua saída da presidência da CBF. A ideia é fazer barulho e mostrar para a imprensa estrangeira o passado do dirigente, aliado da ditadura militar.

Já na próxima terça Marin foi convidado a depor na Comissão da Verdade paulistana sobre sua atuação como deputado estadual nos anos 70. Ele era filiado à Arena, partido que dava sustentação ao regime militar, e chegou a ser governador biônico de São Paulo no início dos anos 80. Foi vice de Paulo Maluf, que deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Câmara Federal.

Presidente de honra do PTB Esporte e vice-presidente do PTB paulista, Marin tem sido defendido por seu correligionário Campos Machado, secretário-geral do PTB. O deputado diz que há um movimento em curso para manchar a imagem do presidente da CBF e da própria Copa do Mundo de 2014.

Em âmbito nacional Marin tem sido alvo de entidades de direitos humanos e parlamentares, entre os quais Romário, que defendem sua saída da CBF.

Além de ter elogiado o delegado Sérgio Fleury, acusado da prática de tortura e da morte do jornalista Vladimir Herzog, o dirigente é questionado por um discurso contra o jornalismo da TV Cultura. Dias depois, Herzog, que comandava o departamento, seria preso e morto. Marin já disse não ter tido relação nenhuma com o episódio, e a Comissão Nacional da Verdade avisou que ele não é alvo de seus trabalhos.

Enquanto isso, aliados do dirigente ainda tentam reaproximá-lo do governo federal. Com o PTB voltando ao governo Dilma e articulando apoio à campanha de reeleição da presidente, a ideia é mudar o tratamento de Dilma Rousseff em relação a Marin. A presidente não o vê com bons olhos e, dentro do possível, tem se mantido afastada do presidente da CBF.



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