Corintianos livres



Segue confusa a investigação sobre a morte de Kevin Espada em San Jose x Corinthians, que ocorreu em 20 de fevereiro passado.

O advogado Sérgio Ribeiro Marques, que chegou a representar os 12 corintianos presos em Oruro, insiste que o garoto não morreu por conta do disparo de um sinalizador pela torcida corintiana, ao contrário do que se dizia no início.

Sem evidências de que tenham participado do episódio que levou à morte do garoto, sete dos torcedores que estavam detidos já foram liberados e se dirigiram a La Paz. Espera-se que outros cinco sejam soltos em breve.

Ricardo Cabral, advogado da Gaviões que apresentou o menor que assumiu o disparo do sinalizador que teria matado Kevin, desde o início tentou provar que seu cliente fora o responsável, sim, pelo lançamento do artifício.

De uns tempos pra cá, porém, a estratégia da defesa dos 12 passou por mudanças, com duas linhas distintas: uma tentando tirar a responsabilidade inclusive dos ombros do menor de 17 anos e outra insistindo que ele foi o responsável pela morte de Kevin, o que pode até ter atrasado a soltura dos corintianos.

Além da oscilação na estratégia, houve desencontros entre defesa e a embaixada do Brasil na Bolívia. A primeira chegou a reclamar da atuação da diplomacia brasileira no episódio, dizendo que chegou a atrapalhar no caso, algo que ela sempre negou.

Soltos os torcedores, espera-se ajuda da embaixada, inclusive financeira, para colocá-los em aviões com destino a São Paulo, onde devem chegar com festa. Os trâmites burocráticos já estão sendo tratados pelos diplomatas em La Paz.

A história, porém, ainda deve ir longe, inclusive porque as investigações seguem nebulosas e a questão original continua: Quem matou Kevin?



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