Vem pra Caixa



Do jeito que as coisas estão parece que todos vão pra Caixa. Ou pelo menos muito time de futebol vai acabar no banco, recebendo ajuda financeira da instituição, via parceria comercial.

Após fechar patrocínio com Corinthians e Flamengo, o banco estatal, que já tinha contratos com Atlético-PR, Avaí e Figueirense, passou a ser assediado por políticos e dirigentes de outros clubes.

Semana passada fechou com o ASA de Arapiraca, lanterna da Série B, após lobby declarado do senador Fernando Collor (PTB-AL), que saiu comemorando a façanha. Em seguida, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, voltou a pedir ajuda para os times de Natal, ABC e América-RN, ambos também na disputa da Série B.

Mas a coisa não deve parar por aí. Políticos do Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal querem uma mãozinha para desenvolver o futebol da região, lembrando que os dois estados e a capital da República terão três das 12 arenas da Copa e precisam de times mais fortes para não as manter paradas ou dependentes de outras atividades que não o esporte. Também devem brigar por uma parceria com a Caixa a fim de fortalecer as equipes locais.

A ideia também está no interior paulista, que tem representantes nas Séries A, B e C do Brasileirão e cujos clubes começam a pedir para deputados de suas cidades um contato com a direção do banco.

A cúpula da Caixa, que tem evitado se pronunciar publicamente sobre os patrocínios fechados e especialmente o lobby de Fernando Collor e Henrique Eduardo Alves, vinha dizendo que cada pedido é estudado do ponto de vista técnico e não político, como teriam sido os acertos com Corinthians e Flamengo, os dois clubes de maior torcida no Brasil.

A direção do banco enfrenta complicada situação depois de ter antecipado os pagamentos de maio do Bolsa Família e enfrentado um corre-corre de pessoas que queriam pegar o benefício, além de saques, boatos e depredações em 13 estados.

Seu presidente, Jorge Hereda, não teria sido informado da antecipação, gerando enorme mal-estar no governo, especialmente depois que a presidente Dilma Rousseff já havia classificado o imbróglio como “desumano”. Mesmo assim, anunciou que manteria Hereda e sua diretoria no cargo.



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