A situação de Bruno



Segue incômoda a situação de Bruno no Palmeiras. O goleiro, que voltou a falhar ontem no gol do América-MG e não gozava da confiança da comissão técnica desde o final do ano passado, discutiu com um torcedor após a derrota em Itu. Ficou em posição desconfortável também perante seus companheiros de defesa, já que, ao tentar se defender, responsabilizou-os pelo tento americano. “A gente leva gol de lateral e a culpa é minha?”, reclamou. “Todo gol do Palmeiras é culpa minha?”, perguntou.

De fato nem todo gol do Palmeiras é culpa de Bruno, que considero um bom goleiro. Mas que ele falhou contra o América-MG, falhou. Como falharam Henrique e Maurício Ramos. E como falhou o técnico Gilson Kleina, que insistiu demais em Wesley, talvez o pior em campo pelo lado do Verdão.

Kleina, aliás, logo depois do jogo disse que a marcação do Palmeiras foi mais problemática do que o próprio Bruno, negando a isentar o goleiro de sua parcela de responsabilidade pelo gol adversário.

Derrota à parte, o Palmeiras precisa de paciência e calma tanto por parte de sua torcida quanto da comissão técnica e dos jogadores, já que segue entre os primeiros da Série B. Claro que podem argumentar que saiu da zona do G4, que engloba os quatro primeiros que subirão à Série A, mas está logo ali, em quinto lugar. E pode conseguir pelo menos quatro pontos nas duas próximas rodadas. Gilson Kleina, porém, terá que refazer suas projeções. Depois de trabalhar com a ideia de conseguir 13 pontos nas cinco primeiras rodadas, talvez passe a projetar agora dez pontos, se bem que ainda possa chegar a 12. O que não seria mal. Nada mal, aliás. O time, porém, tem que render um pouquinho mais. Como na segunda rodada, contra o ASA. Os outros dois jogos em Itu, contra Atlético-GO e América-MG, foram preocupantes.



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