A queda de Muricy



O desgaste de Muricy no Santos não era de agora. Vinha desde que o time levara de quatro para o Barcelona, na decisão do Mundial de Clubes, em dezembro de 2011. Não pelo resultado em si, que poderia até ter sido mais elástico, mas pela postura do Santos, assustado diante do Barça, sem esboçar poder algum de reação.

Muricy, que teve quase um semestre pra preparar o time para o jogo, parecia desconhecer o Barcelona. Tanto que o presidente Luis Álvaro, logo após o jogo, disse que deveriam ter visto o Barça jogar in loco, não apenas pela TV, reconhecendo erro da comissão técnica e da própria diretoria na preparação do Santos.

Apesar de ter vencido o Paulista no ano passado, na Libertadores o time da Vila foi bem mal. Poderia ter caído diante do Velez, da Argentina, passou aos trancos e barrancos, mas desmontou quando teve o Corinthians nas semifinais.

No Brasileirão tampouco foi bem e Muricy Ramalho não conseguia fazer o time jogar sem Neymar. Em 2013, não conseguiu fazê-lo jogar com ou sem Neymar. A final do Paulistão, vencida pelo Corinthians, foi prova disso.

Pena apenas que a multa rescisória seja tão grande. Segundo estimativas, ultrapassa a casa dos R$ 3 milhões. Mas a diretoria prefere pagar a continuar com o técnico. Que chegou à Vila como um dos técnicos selecionáveis. Deixa Santos com status menor. Contestado, afinal, não só por santistas.



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