Cruyff fala muito…



Johan Cruyff, presidente de honra do Barcelona, continua espinafrando Neymar e sua contratação pela equipe catalã. Provavelmente porque o jogador é brasileiro.

Não é de hoje que o holandês mostra ressentimento com nosso futebol e nossas estrelas. Criticou a seleção brasileira que ganhou a Copa de 1994, nos Estados Unidos, a de 1998, que eliminou Dinamarca e a própria Holanda do Mundial da França, a de 2002, que levantou a taça em Yokohama, e a de Telê, em 1982, eliminada no Sarriá pela Itália.

Sobre Neymar, afirmou, com descaso, que nunca o viu em ação e criticou a contratação do atacante dizendo que um barco não pode ter dois comandantes, referindo-se à presença de Messi no time, e que uma equipe é formada por 11 jogadores. Ou seja, o futebol é coletivo e não individual, algo que estamos cansados de saber.

Os comentários negativos seguem sendo feitos à imprensa espanhola e à holandesa também. E não têm relação direta com o futebol, a qualidade ou mesmo a personalidade do próprio Neymar. Para Cruyff, pelo jeito, o maior problema é que quem está sendo badalado, tendo garantido a melhor audiência do site do Barça desde 2011, é um atacante brasileiro.

A birra do holandês com nosso futebol é antiga e talvez diga mais respeito a ele mesmo do que a nosso estilo de jogo, que vem variando com o tempo. O Brasil, bem ou mal, foi cinco vezes campeão do mundo. A Holanda, não. Aliás, perdeu as três finais que disputou. Em 1974, na Alemanha, quando teve disparado o melhor time da Copa, eliminando o próprio Brasil nas semifinais, em 1978, na Argentina, e em 2010, na África do Sul. Lá, aliás, caiu na final diante da Espanha, na prorrogação. E batendo muito nos espanhóis. Se fossem os brasileiros que tivessem feito isso… Como foram os holandeses, Cruyff talvez tenha preferido deixar pra lá.



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