De volta à Bolívia?



Representantes da Gaviões e familiares dos 12 corintianos presos em Oruro voltaram a conversar com parlamentares da oposição, que cobram mais ação do Itamaraty e do governo brasileiro na tentativa de solucionar o caso na Bolívia.

Estudam fazer nova caravana ao país vizinho e voltar a pressionar as autoridades locais por uma solução para o imbróglio.

Os 12 estão detidos desde 20 de fevereiro, acusados de participação na morte de Kevin Espada, atingido por um sinalizador que teria sido lançado pela torcida corintiana. Podem ficar presos para investigação por um período de seis meses.

Na avaliação do departamento jurídico do Corinthians, que também tem mantido contato com políticos da situação e da oposição no Brasil, o caso do senador boliviano Roger Pinto Molina, na embaixada brasileira em La Paz à  espera de asilo político há um ano, só atrapalha a situação dos corintianos.

O senador, opositor do governo Evo Morales, refugiou-se na embaixada alegando que estava sendo perseguido e ameaçado na Bolívia. Também tem reclamado do que chama de inércia do Itamaraty e de restrição de liberdade, já que semana que vem completa um ano sem solução para seu caso. A intenção era receber asilo e passar a viver no Brasil. O governo boliviano é contra, criando uma situação desconfortável com a diplomacia brasileira.

Senador à parte, o Itamaraty diz estar fazendo o possível pelos corintianos em Oruro, mas alega que tem de respeitar a legislação e a justiça  boliviana.

Um menor apresentou-se como responsável pelo disparo, mas não há hipótese de ser extraditado para a Bolívia, onde a maioridade penal é de 16 e não 18 anos.

Os deputados Walter Feldman e Fernando Capez, ambos do PSDB, são dois dos que têm feito campanha em favor dos corintianos presos. Curiosamente o segundo foi quem lutou pela extinção das organizadas depois de barbárie no Pacaembu, em agosto de 1995, quando torcedores de São Paulo e Palmeiras partiram para a pancadaria num jogo de juniores, e fez disso plataforma política. Agora, porém, defende os uniformizados em Oruro. Dos 12 presos, nove são da Gaviões, três da Pavilhão Nove.



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