Copa maquiada



Semana passada veio a notícia de que a Prefeitura do Rio resolveu recapear um trecho de 300 metros na Favela da Varginha, exatamente aquele que faz parte do trajeto do papa Francisco, que estará na cidade em julho por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Na Copa, que o Brasil abriga no ano que vem, algo parecido deve acontecer nas 12 cidades que receberão o evento.

A tendência é termos 12 ótimas arenas, todas de “Primeiríssimo Mundo”, mas sérios problemas nos arredores e em questõe de infraestrutura, já que pouco foi feito em termos de obras de mobilidade urbana, segurança, hotelaria etc. etc. etc.

Deveremos ainda ter feriados municipais em dias de jogos nas cidades e mudança nas férias escolares, de modo que elas coincidam com o Mundial, diminuindo o trânsito no período.

A ideia é tentar dar maior conforto ao turista, mas voltar ao “normal” logo depois do evento, com a vida diária repleta de problemas para o cidadão brasileiro, seja na saúde, na educação ou no simples trajeto ao trabalho, algo que poderia ser melhorado com as obras de infraestrutura para a Copa, boa parte das quais acabaram deixadas de lado.

Enquanto isso o Maracanã, que o governo do Rio insistia, pelo menos publicamente, que não ultrapassaria a casa de R$ 1 bilhão, ficará pronto por mais de R$ 1,1 bilhão e será repassado à iniciativa privada _Odebrecht e grupo Eike Batista_, que pode lucrar quase R$ 50 milhões por ano com a administração do estádio. Coisas da política brasileira.



MaisRecentes

O escândalo de Platini



Continue Lendo

Fernando Diniz na berlinda



Continue Lendo

Deuses da Bola



Continue Lendo