O autor do disparo



A Gaviões da Fiel e familiares dos 12 corintianos detidos em Oruro estudam mudar a estratégia de defesa.

Até aqui alegavam que um menor de idade filiado à organizada havia sido o autor do disparo que matou o garoto Kevin Espada.

O menor que assumiu a autoria do crime insiste que os 12 são inocentes, embora não tenha revelado os nomes daqueles que o ajudaram a escapar da Bolívia, onde a maioridade penal é de 16 anos.

Agora a tendência é tentar convencer as autoridades bolivianas de que o disparo do sinalizador que provocou a morte de Kevin, que tinha 14 anos de idade, não foi lançado da torcida corintiana e sim da do San Jose. Essa estratégia já havia sido cogitada no mês passado, mas depois fora descartada.

Se prevalecer, Ricardo Cabral, advogado da Gaviões que representa o menor que assumiu a autoria do disparo, deve se afastar do caso.

Apesar de em tese defender o rapaz, que tinha 17 anos quando aconteceu o crime, Cabral tinha como meta provar que seu cliente disparou mesmo o sinalizador que matou o garoto e que os 12 corintianos presos em Oruro não tiveram nenhuma responsabilidade pelo caso.

Doze corintianos estão presos na Bolívia desde 20 de fevereiro e podem seguir assim até o final das investigações, que devem se estender até agosto. A suspeita das autoridades locais é de que sejam cúmplices do crime e que um deles e não o menor tenha lançado o sinalizador marítimo.

De acordo com matéria publicada pela revista “Isto É”, um tio de Kevin Espada teria pedido dinheiro a um dos advogados dos brasileiros, que gravou a conversa, para tentar “acabar de vez com o processo”. E teria afirmado ainda que um primo do garoto poderia atestar que a posição em que ele se encontrava quando foi atingido pelo sinalizador indica que o disparo não partiu da torcida do Corinthians. É com base nessa última declaração que a mudança na estratégia de defesa passou a ser cogitada de novo, apesar de não ser consenso entre a cúpula da Gaviões nem entre familiares dos detidos.

Apesar da gravação obtida pela “Isto É”, o pai de Kevin Espada já negou, em mais de uma ocasião, interesse em receber oferta de ajuda humanitária e financeira do Corinthians, contradizendo o tio do garoto.

Autoridades brasileiras seguem atentas ao caso, embora digam que têm de respeitar o andamento do processo, nas mãos da justiça boliviana.

Enquanto isso, no Brasil, a fiscalização na entrada de torcidas em estádios segue falha. Que o diga a final do Paulista, em que a torcida corintiana entrou na Vila com sinalizadores. E não foram poucos.



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