Tite e o juiz



Tite tem razão quando diz que o árbitro Guilherme Ceretta de Lima entra pressionado e em situação complicada na decisão do Paulista, que acontece hoje na Vila.

Não por culpa de Ceretta, mas pela situação criada em relação à arbitragem.

Primeiro porque os próprios corintianos andam ressabiados com a questão, tema frequente das conversas no Parque São Jorge depois dos erros do paraguaio Carlos Amarilla na partida contra o Boca, que eliminou o Timão da Libertadores.

Segundo porque o árbitro Rodrigo Braghetto, que apitaria Santos x Corinthians hoje na Vila, teve que ser substituído por Ceretta, já que tem uma empresa que presta serviços ao departamento amador do Corinthians.

E não é que Braghetto não avisou a Federação Paulista de Futebol que o Corinthians estava entre os clientes de sua empresa? Nem que São Paulo e Portuguesa também estão? E a FPF, comandada por Marco Polo Del Nero, foi pega de surpresa pelas atividades empresariais de Braghetto, ligadas, afinal, a um dos finalistas do Paulista.

Como bem disse Tite, além de todo esse episódio ter colocado foco ainda maior na arbitragem, deveria recolocar uma questão fundamental para o futebol brasileiro e mundial. Que é a da profissionalização da carreira de árbitro.

Braghetto, tirado da decisão, disse que iria se aposentar e saiu atirando, dizendo que os árbitros não têm boas condições de trabalho e que são uns verdadeiros abnegados.

Tite até concorda, completando que, não sendo profissionais, acabam obrigados a viver de outras atividades. No caso de Braghetto, conflitantes com a carreira de juiz, já que não poderia ter como clientes clubes de futebol. E pelo jeito sua empresa tinha e a FPF desconhecia tudo.



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