Marin na oposição?



Escanteado pela presidente Dilma Rousseff, José Maria Marin tem mantido contato com partidos da oposição, em especial com o PSDB. Tenta se fortalecer politicamente em troca de um papel mais relevante para a oposição durante a Copa de 2014, que acontece em 12 estados brasileiros.

Marin, além de comandar a CBF, preside o Comitê Organizador Local da Copa e tem relações apenas protocolares com Dilma, que não gosta de seu passado atrelado à ditadura militar. Com Aldo Rebelo, ministro do Esporte, cujo trabalho não aprova, também só tem relação formal.

Apesar de o partido de Marin, o PTB, fazer parte da base aliada do governo, a sigla tem sido assediada pelo PSB, de Eduardo Campos, e pelo PSDB, de Aécio Neves, com vistas às eleições presidenciais do ano que vem.

Marin é muito ligado ao presidente do PTB de São Paulo, o deputado estadual Campos Machado, e defende proposta de autoria do mesmo com o objetivo de reduzir o poder de promotores no estado.

Recentemente Campos Machado soltou uma moção de apoio a Marin, defendendo o dirigente de suposta responsabilidade pela morte de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar. Herzog comandava o jornalismo da TV Cultura, alvo de críticas de Marin, na época deputado estadual.

Na carta aberta, Campos Machado diz que o presidente da CBF é vítima de um complô para jogá-lo contra a opinião pública nacional e estrangeira.

Mesmo antes de Marin virar presidente da CBF, ele já mantinha boas relações com Campos Machado, relações que se estreitaram ainda mais depois de a confederação cair em seu colo, com a renúncia de Ricardo Teixeira no ano passado.

Campos Machado e o PTB paulista tentaram duas vezes transformar Marin em secretário de Esporte, fosse na Prefeitura de SP,  fosse no governo do Estado, ambos na ocasião nas mãos do PSDB, sem sucesso, porém.



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