O menor da Gaviões



A Gaviões da Fiel espera que os 12 corintianos detidos na Bolívia desde 20 de fevereiro por conta da morte de Kevin Espada, 14, provocada por um sinalizador no jogo San Jose x Corinthians possam responder o processo em liberdade até o final do mês.

Alega que o menor que diz ter lançado o sinalizador naval não só assumiu total responsabilidade pelo ato ao promotor boliviano Alfredo Canavari, em depoimento no consulado do país em São Paulo, como afirmou não conhecer os 12 torcedores presos em Oruro.

A questão, no entanto, é que o garoto, que pertence à Gaviões, não teria identificado quem, então, o ajudou a fugir da Bolívia, onde a maioridade penal é de 16 anos, não de 18 como no Brasil, cuja hipótese de extraditar o menor para o país vizinho é nula.

Por falar em maioridade penal, aliás, já que o assunto segue em pauta no Brasil, com muita gente defendendo a redução da idade de 18 para 16 anos, uma sugestão interessante foi dada pelo jornalista Janio de Freitas, na edição de terça da “Folha de S.Paulo”.

Como uma das estratégias dos marginais é usar em suas ações menores de 18 anos, que assumem a responsabilidade já que não podem ser julgados como maiores, apenas detidos por no máximo três anos para suposta reeducação, uma saída poderia passar por uma punição mais forte a quem os usasse em atos criminosos. Como bem colocou o articulista, uma saída pode ser “agravar pesadamente a prática de crime de adulto acompanhado de menor, levando a pena a ultrapassar a vantagem do truque”.

Não sei se daria certo, mas acho uma boa ideia, já que as ações de grupos, como no caso do assassinato da dentista, que morreu queimada em São Bernardo, têm constantemente a presença de um menor, que assume a autoria do crime, tendo sido ele ou não o responsável.



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