Alerta contra caxirola



A Conmebol fez um alerta aos brasileiros para que tomem cuidado com possível uso de caxirolas nos estádios em competições sul-americanas.

Antes havia feito novo alerta contra sinalizadores, que continuam presentes nos jogos, especialmente na Argentina e no Uruguai, país de Eugenio Figueredo, novo presidente da Conmebol.

A entidade que comanda o futebol sul-americano ficou preocupada com os incidentes no clássico Ba-Vi, na Fonte Nova, em Salvador, já que a torcida do Bahia jogou pra dentro do campo caxirolas, instrumento criado por Carlinhos Brown para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo.

Revoltados com nova derrota para o Vitória, torcedores do Bahia usaram as caxirolas, que poderiam ter acertado jogadores, quinteto de arbitragem e a galera rival, para protestar.

À Conmebol, a direção da CBF informou que a caxirola não oferece perigo. Que é leve justamente pra evitar atos de vandalismo, embora haja o risco de a torcida colocar outros materiais no instrumento. Originalmente ele é feito de plástico colorido com uma textura que parece palha. A ideia é que passe a ser conhecido como a vuvuzela brasileira.

O Comitê Organizador Local da Copa e o Ministério do Esporte demonstraram preocupação com os incidentes na Fonte Nova, já que as caxirolas podem se transformar em armas nas mãos de torcedores e ferir, além de encher o campo em caso de derrota do Brasil ou de algum time brasileiro na Libertadores. O torneio sul-americano termina, vale lembrar, depois da Copa das Confederações, quando o objetivo é que as caxirolas passem a ser presença constante em nossos estádios.

A Fifa não comentou o episódio, que a empresa responsável pela fabricação e distribuição do instrumento, a multinacional The Marketing Store, considerou um “fato isolado”.

Caxirolas à parte, já que risco de que acabem atiradas no campo sempre vai haver, como havia com as próprias vuvuzelas na África do Sul, a Conmebol deveria se preocupar também com os julgamentos de seu tribunal de penas.

Não consegui entender a punição para Vanderlei Luxemburgo, suspenso por seis jogos pela confusão no Chile no final do jogo contra o Huachipato. O técnico gremista pode até ter provocado os rivais _e imagino que o tenha feito_, mas quem partiu para a agressão e pancadaria foram os chilenos. E o técnico Jorge Pellicer e o preparador físico Marcelo Rosemblat foram suspensos por um jogo só…

Enfim, apesar dos pesares, melhor um tribunal de penas do que uma terra de ninguém. Dá para aperfeiçoá-lo, afinal. Ainda mais com patrocinadores e detentores de direitos de TV da Libertadores cada vez mais de olho. E nós também.



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