Mudanças no Paulistão



Os clubes do interior, exceção feita à Ponte Preta, parecem fechados na decisão de não discutir um novo Paulistão com menos datas para os grandes. Querem manter o campeonato do jeito que é, com uma primeira fase com 190 jogos que quase nada valem. Quae nada valem porque o torneio, afinal, começa mesmo sábado. E isso depois de mais de três meses de partidas para estádios muitas vezes vazios.

Os grandes da capital e o Santos, especialmente o time da Vila, querem mudanças na forma de disputa _e com razão_, ganhando mais tempo para a pré-temporada, para excursionar e para outros torneios mais importantes que o Estadual.

Não defendo o fim dos Estaduais, pelo contrário, mas eles não podem ocupar quatro meses, um terço do ano, dos times grandes. Seja em SP, no Rio, em Minas, aonde for.

Mudanças são possíveis e deveriam ser discutidas já pensando no ano que vem, ano de Copa do Mundo no Brasil, quando o calendário para os clubes será mais enxuto.

Muitos falam em adequar o calendário brasileiro ao europeu, não sei se é a solução, acho que ela passa, para início de conversa, pela reformulação dos Estaduais. O Paulista, por exemplo, poderia ter no máximo 14 datas reservadas para os grandes (e já acho um exagero). Hoje temos 24 datas, o que é um absurdo.

Com 14 datas _e poderiam ser até menos_, teríamos de reduzir o número de participantes? Não necessariamente. Mantendo 20 times, por que não os distribuir em grupos de cinco? Em cada grupo, jogos de ida e volta, classificando-se os dois primeiros para as quartas de final. Mais dois jogos, ida e volta, e teríamos os semifinalistas. Mais dois jogos de cada lado e sairiam os finalistas. Um clube faria, então, no máximo, 14 jogos para ser campeão.

Os demais seguiriam competindo num campeonato à parte, que poderia classificar para a Série D do Brasileiro, garantir vaga na A-1 do Paulista, enfim, algo que os mantivesse em atividade durante o ano, não apenas de janeiro a abril.

Soluções há muitas. Basta querer discuti-las e tentar convencer os presidentes de federações, que não abrem mão dos Estaduais com os grandes de janeiro a maio, de que mudar é preciso.

Volto a postar na sexta (26), mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês. Abraços a todos, João



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