Empresários na base



José Maria Marin reclamou muito do que chamava de assédio de empresários aos jogadores da seleção sub-20, no Sul-Americano da categoria, em janeiro, na Argentina. O Brasil acabou eliminado, não conseguiu vaga para o Mundial e  a comissão técnica, chefiada por Emerson Ávila, foi demitida.

Para cuidar das categorias de base o presidente da CBF, então, chegou a contratar Bebeto, que aceitou e depois se demitiu, alegando não ter tempo para o trabalho. Jorginho foi convidado para dirigir as equipes, depois a CBF voltou atrás e Gallo passou a ser o técnico.

O problema dos empresários, porém, continua, já que eles têm assediado os jogadores da sub-17 assim como fizeram com os da sub-20 no Sul-Americano que também acontece na Argentina. Neste quesito, pelo jeito, nada mudou.

Mas o time, pelo menos, tem jogado com vontade, ao contrário do sub-20. Classificado para a fase final, o Brasil tem cinco pontos, ao lado da Argentina, enquanto a Venezuela lidera com sete. O Uruguai, que hoje ficaria com a quarta vaga, tem quatro. Paraguai e Peru estariam de fora. Os dois, aliás, são os próximos adversários do Brasil, que venceu, no hexagonal decisivo, o Uruguai, empatando com Venezuela e Argentina.

Contra os argentinos, destacaram-se o goleiro Marcos, apesar da dificuldade para sair do gol, e o zagueiro Lucas. O primeiro fez defesas decisivas para segurar o 0 a 0, o segundo mostrou muita tranquilidade em lances importantes. O ataque, porém, não funcionou.

Na base, mais importante do que o título, é você ir estruturando as equipes, definindo um padrão ou uma filosofia de jogo, lapidando e orientando futuros talentos, algo que o Barcelona faz há algum tempo. E o Brasil, seja pelo assédio excessivo de empresários, que querem lucro logo, seja pela pouca atuação da atual direção da CBF na categoria, seja pela falta de diretriz ou de um rumo para o setor, isso não acontece.

Nada contra Gallo como técnico, pelo contrário, mas a base precisa de outros nomes acima dele e de um trabalho de reestruturação forte. Não para ganhar títulos, mas para trabalhar o setor no país, em parceria com os clubes, evitando o desperdício de possíveis craques, que devem ser ajudados não só em campo mas fora deles. Não é por acaso que muitos vivem à mercê de empresários ou daqueles que se dizem empresários, que acabam fazendo atletas e clubes reféns, preocupando-se mais com os próprios interesses do que com os dos jogadores. Ou os do futebol brasileiro, que ainda precisa discutir uma política para  a base. 

Aproveitando a ocasião, já que citamos filosofia de jogo um pouco acima, o que a seleção argentina sub-17 bate é impressionante. Abusa da violência. Que o digam os uruguaios e nós, brasileiros. No empate de domingo, com o Brasil, Matheus saiu contundido, depois Boschilia, que entrara no lugar dele, e depois foi a vez de Kenedy apanhar de Moreira, zagueiro adversário que acabou expulso. Se essa for a filosofia dos “hermanos” para todas as seleções de base, sei não… Estão em maus caminhos.



  • Oscar de melo

    Janca,não é só o assédio dos empresários que atormenta os clubes formadores no Brasil.O maior aliciador do futebol brasileiro chama-se São Paulo Futebol Clube,que aliás,já houve até um inicio de boicote por parte dos clubes contra a ação predatória do clube paulista,ameaçando não participarem de campeonatos que o São Paulo estiver inscrito.Não sei o que deu a iniciativa,não li mais nada sobre o assunto,mas acho que você deve saber muito mais que eu.Certo?

    • luis

      Isso aí se chama chororô!! Todos os moleques querem jogar no São Paulo. O CT da base abriga até a Seleção Brasleira…enquanto outros clubes deixam a molecada sem água e sem comida, vide o Vasco. Quando o Oscar saiu na justiça, alegavam q ele tinha direito de trabalhar onde quisesse; com os outros guris tem q valer a mesma coisa. Pau que dá em Chico, dá em Francisco!!!

      • Oscar de melo

        O Oscar tinha idade pra tal decisãoe bancou sua própria saída,e ainda perdeu na justiça e teve que voltar.Saiu posteriomente por conte de um acordo financeiro com o Inter por 15 milhões.Se o valor foi baixo não é problema do Inter.

        • Roberson

          Baseado em que provas ou situações você afirmar ser o SPFC o maior aliciador nas categorias de Base? Ao invés de atacar que faz um trabalho digno e trata os seus jogadores como seres humanos você deveria condenar quem não paga e não da estrutura adequada para tal, exemplo como meu amigo disse o Vasco, que fica pagando de santinho enquanto jogadores tanto da base como do profissional precisam buscar outros ares para pagar suas contas, você acha que o problema é mesmo o SPFC???

          Ex: Gabigol do Santos foi tirado da base do SPFC e ninguém reclamou…

          • Oscar de melo

            Será pelo fato de que todos os clubes cogitam boicotar campeonatos que o São Paulo participar?Acho que não sou eu quem precisa provar alguma coisa.

          • Oscar de melo

            Trabalho digno?Forçou um pouquinho agora,não?Aliciamento de jogadores de base não é trabalho dígno,ético.Leia abaixo uma replica que postei ao Janca,e pesquise se lhe interessar,a quantidade de clubes que acusam o seu time de aliciamento.Não é só uma reclamação isolada.

    • janca

      Há vários clubes que trocam acusações sobre a questão de possível aliciamento. A Portuguesa é um clube que, anos atrás, reclamava do assédio do São Paulo sobre suas revelações na base. Mas o Oscar, que era do São Paulo, acabou indo pro Inter, provocou muita reclamação no Tricolor, e do Sul foi pra Europa.

      • Oscar de melo

        No caso do São Paulo,é diferente,ao contrário do Oscar que já estava em idade pra decidir seu futuro,o “ético” tricolor paulista alicia através dos pais dos garotos.O boicote ao São Paulo saiu também na coluna “De Prima” do jornalista Marcelo Damato no Lance,e não é só um clube que acusa o São Paulo,mas muitos clubes,e pelo que pesquisei,não está decidido se vai ou não participar da copa BH por conta dos aliciamentos.Não sou eu quem inventou o tal boicote.

        • janca

          Não disse que você inventou o boicote, Oscar. O que estou dizendo é que acompanhei, durante um período, polêmica sobre supostos aliciamentos do São Paulo em relação a jogadores das categorias de base da Lusa.

          • Oscar de melo

            Ok.Você acompanhou o caso da Lusa,mas tem também o Atrético PR que não disputa torneio que o SP estiver;o Grêmio Prudente,Ponte Preta e Coritiba que já fez reclamação formal à CBF;o Audax;o Corinthians;o Palmeiras;o Goiás;e mais recentemente o Vasco.Todos esses times,se é que não tem mais,e deve ter,já estão passados com os aliciamentos do São Paulo.E como jornalista,acredito que você tem muito mais informações que eu,mas tenho certeza que não estou inventando tal polêmica.

          • janca

            De fato além da Lusa há pelo menos seis times reclamando do São Paulo: Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Ponte Preta e Vasco.

  • alessandro

    BOM DIA JANCA,EU TENHO UM CULPADO POR ISSO E O SR EDSON ARANTES DO NASCIMENTO,QUANDO CRIOU A FAMIGERADA “LEI PELE” EXTINGUINDO O PASSE,NA EPOCA TODO MUNDO DISSE QUE ERA UMA REVOLUÇAO,QUE ERA A CARTA DE ALFORRIA DOS JOGADORES E HOJE TEMOS OS MARAVILHOSOS RESULTADOS DESSA ABERRAÇAO:EMPRESARIOS DOMINAM O FUTEBOL,FAZEM O QUE QUEREM SEM RESPEITAR CLUBES,SELEÇOES E MUITAS VEZES NAO RESPEITAM O PROPRIO JOGADOR,LESANDO-O,ISO SEM FALAR EM CLUBES QUE MUITAS VEZES INVESTEM NA FORMAÇAO E AI VEM O EMPRESARIO LEVA NA MAO GRANDE OU PIOR MANDA NA ESCALAÇAO DE UM TIME.
    QUANTOS CLUBES QUE ERAM TRADICIONAIS NA FORMAÇAO DE JOGADORES(AQUI EM SAO PAULO POSSO CITAR O GUARANI,XV DE JAU E NOVORIZONTINO)QUE PARARAM DE FORMAR BONS JOGADORES MESMO PQ SE ENCONTRAM ALGUM BOM LA VAI O EMPRESARIO E LEVA EMBORA E VOU ALEM QUANTOS CASOS TEMOS DE EMPRESARIOS QUE LEVARAM REVELAÇOES PARA O EXTERIOR EM GRANDES FRIAS.
    EU ACHO QUE DEVERIA SE MEXER NESSA DESGRAÇA DE LEI E TALVEZ FAZER ALGO INTERMEDIARIO ENTRE ELA E AANTIGA LEI DO PASSE,PODERIA POR EXEMPLO SE PROIBIR O EMPRESARIO NAS CATEGORIAS DE BASE,VOLTAR A LEI DO PASSE ATE OS 18 ANOS POR EXEMPLO.

    • janca

      Não, Alessandro, você está equivocado. Quando Pelé extinguiu o passe não cometeu um erro, foi um acerto. O jogador não pode ser escravo de um clube, ter seu passe preso a ele. Tem a liberdade de ir e vir desde que cumpra o que está no contrato. Tampouco acho que é certo poribir empresário nas categorias de base, se um jogador e/ou seu responsável legal quiser ter um empresário que o respeite, por que não? A questão talvez seja os clubes administrarem de forma diferente suas categorias de base, pois os tempos são outros. Vinculá-los mais aos próprios clubes e menos a empresários, uma discussão, aliás, que está no governo federal por conta da negociação das dívidas dos clubes.

      • Ton

        Não acho que os jogadores eram escravos dos clubes porque os clubes investem na formação do atleta. É difícil apostar em um ser humano, por mais talento que possua, se não tiver uma cabeça boa, não terá futuro. O Atleta tinha porcentagem no passe quando era negociado, pelo salário e exposição que os jogadores têm, é justo que o regime trabalhista seja diferenciado dos outros trabalhadores que ganham salário mínimo. A Lei Pelé prejudicou os clubes, grande interesse das pessoas que movimentam dinheiro nesse ramo, que são os torcedores e beneficiou empresários picaretas alá “Livias Marines”, destroem sonhos e carreiras e faturam horrores na base da patifaria.

        • Oscar de melo

          Eram escravos sim.Um jogador era obrigado a receber o salário que o clube achasse conveniente pagar,pois o clube é que fixava o preço do passe,e se ninguém pagasse,o jogador era obrigado a encerrar a carreira no clube.Como o Janca disse,acertou a lei Pelé,mas acho que tem que se fazer alguns acertos quando à base,para que se evite os aliciamentos.

          • janca

            É o que também penso, Oscar. Faltam alguns ajustes ou acertos, como você colocou, em relação à base.

    • Mario

      Lei bosman foi que acabou com a lei do Passe , a Lei Pele só foi um acerto ao que a FIFA e a UEFA foram obrigadas aceitar na europa e no resto do mundo , qualquer alteração na lei do passe só em solo brasileiro não teria efeito pois fora do pais não seria reconhecida em nem tribunal trabalhista ou da FIFA.

      • janca

        E a Lei Bosman foi importantíssima, Mario, tive oportunidade de acompanhar bem o processo. Clube de futebol não pode ser dono de jogador, como se este fosse escravo. E também vejo a Lei Pelé como um passo à frente, não um passo pra trás ou um tiro no pé.

  • César

    Janca,

    A uma ou duas semanas atrás vi um debate muito legal no Bem amigos em que o próprio Luxemburgo dizia que o problema da falta de identidade do futebol brasileiro deve-se ao que acontece nas categorias de base e que, segundo ele, os jogadores são ‘lapidados’ para jogar na Europa.

    A opinião dele se encontra com a sua quando disse que clubes e empresários visam somente o lucro. Eu até completaria que visam somente lucro e com muita burrice um lucro a curto prazo.

    Infelizmente, ou felizmente, esse ponto de vista não é somente brasileiro. Nossos amigos hermanos deveriam dar graças a Deus que Messi foi para o Barcelona cedo e pode apreender a jogar sem fazer cena em campo ou caçar tornozelos alheios.

    O Brasil PRECISA ser pioneiro e mudar a forma de pensar na estrutura que se constrói para o futuro do nosso futebol a cada dia: calendário, base, horário dos jogos, ser mais participativo e contundente nas confederações sul-americanas e a merda é que isso deveria partir de alguém sério na CBF.

    Tá ai o primeiro problema a ser resolvido.

    • janca

      Certamente muitos são lapidados mesmo pra ir à Europa, César, o que é uma pena. Fora que os times estrangeiros também têm entrado no mercado brasileiro pra procurar possíveis talentos entre os novatos. Há casos de jogadores de 13, 14 anos indo treinar na Europa. Mas o Messi não acabou sendo assim? É a grande descoberta do Barça. Quanto mais forte o clube…

  • Ton

    Eu vi uma notícia no Lance que existe uma Medida Provisória que proibe investidores de adquirirem direitos econômicos de jogadores de futebol. Os Direitos Federativos são assim, nada mais justo que seja o mesmo com os Direitos Econômicos que tem como origem justamente os Direitos Federativos. Tomara que essa MP seja aprovada. Esses empresários são um câncer no futebol.

    • janca

      Não é bem assim, Ton, essa questão ainda está em discussão. Tem apoio de alguns clubes, não tem apoio de outros e não se trata de uma questão apenas do Brasil. A Europa _e a própria Fifa_ tem discutido o tema, “ameaçando” terminar com a fatia dos tais direitos federativos, boa parte dos quais nas mãos de grupos de investidores.

  • Mario

    só existe esse assedio por que os cartolas são fracos e incompetentes p/peitar los .

  • francotimao

    Ola, Janca, é óbvio q esse tema é muito polemico, penso q a despeito da Lei Pelé a principio ter virado apenas a face da moeda, ou seja, tirando do clube a “submissão” dos direitos federativos e passando-as aos empresários e grupos econômicos, vejo como uma medida importante e necessária ao futebol, o q faltou e ainda falta é a adequação e adaptação das situações que fogem “a normalidade” para o principio da relevância da importância q sempre deveria ser dada ao atleta, mas é claro q existem muitas vozes contrarias e devem ser consideradas e, encontrar esse “meio termo” a bem das partes é relevante, imperioso e premente…Abs!!!!!!!!!!

    • janca

      Mas não acho que a Lei Pelé passou o controle para as mãos dos empresários, embora eles tenham ganhado força, claro, de lá pra cá. Se os clubes se estruturarem melhor, inclusive nas categorias de base, podem começar a enfraquecer o poder dos empresários. O que acho, em relação à Lei Pelé, que ela deu liberdade aos jogadores. Antes eles eram tratados como mercadorias pelo clube. Isso a Lei Pelé mudou. E com razão. O “x” da questão, já por conta do caso Bosman, estava justamente aí, na relação clube/jogadores. Abs. e boa terça pra você, Janca

  • vaz

    Janca boa tarde.

    Sempre me pergunto onde a lei beneficiou o atleta? Criaram a ilusão que era a carta de alforria dos jogadores de futebol, os milhões da venda passariam para as mãos dos atletas mas o que se vê na esmagadora maioria é que acabam quando muito com percentuais que não são diferentes dos famigerados 15 % da lei anterior o restante 80, 85 % ficam na mão do sujeito que os negocia como mercadorias na BMF. Quando vão para o exterior os vendem rapidinho (se livram do jogador) cada dia para lugares mais exóticos. Quem realmente hoje se benefícia desta lei? Neymar, Alexandre Pato e alguns nomes de maior expresão? Quem realmente ficou dono do passe com a extinção da Lei?
    Concordo que em partes nossos clubes tem sua parcela de culpa mas como trabalhar atletas que tem 3, 4 ou 5 donos aos 16 anos de idade? Criou-se a ilusão que é livre para ir onde querem mas não é assim, a maioria não tem esta opção, ou vai ou vai, e eles vão onde o tal procurador mandar.
    Para investidor/procurador ou que raio de nome tenha não interessa como negócio o atleta ficar anos em um mesmo time. Só ganham uma grana boa se for transferido então arrumam problemas nos clubes a cada temporada e poucos resitem a este tipo de negócio. Para o exterior, vendem o produto pois sabem que por lá os contratos são de 4, 5 anos. Aí é que enchem os bolsos. Para esse tipo de negócio, jogador por anos no mesmo time é dinheiro parado.
    Penso que o grande erro foi ao promulgar a Lei Pelé criaram um imenso vazio que estes espertalhões aproveitaram. Não enxergaram o buraco que estavam abrindo e não se regulamentou o mercado mesmo para os jogadores e a atuação dos tais empresários hoje chamados de procuradores. O resultado é que os jogadores estão amarrados a “donos do seu passe”. Estes tais procuradores levam a questão rapidamente a justiça do trabalho quando querem liberar o jogador ao mesmo tempo em que ameaça o clube se não ceder tumultuando o ambiente.
    A história do Oscar foi emblemática e fica evidente o esquema de empresário onde o atleta nem esquentou a cadeira no Inter e já estava vendido e por muito. Queremos papel mais grotesco do que desempenhado por Ganso e seus procuradores? Quem ficou queimado? O atleta que passou por mau cárater ao se comportar por força de contrato ou não as manobras do tal investidor/procurador. O grande resultado é que os clubes terminam refens enquanto estes personagens não cumprem contratos, transferem percentuais de jogadores de mão em mão e não estranhe se logo começarmos a ver denuncias e investigação sobre jogadores servindo de mercadoria para lavagem de dinheiro. Mudaram a porcaria mas as moscas são as mesmas.

    • janca

      Mas ficar como antes não dava, Vaz. O clube como dono do jogador, já que detinha o passe dele? Com os direitos federativos é diferente. O jogador pode ir para outro clube desde que as cláusulas contratuais e a rescisão, com a devida indenização, sejam respeitadas. Sobre interessar a muitos empresários/procuradores que o jogador mude constantemente de clube isso acontece com alguns, sim, que ganham com as transferências. Mas o jogador não é obrigado a ir. E o clube com o qual tem vínculo deve ser indenizado. E pouco a pouco brechas na legislação estão sendo discutidas, sim, para que se encontre a melhor solução. Algo em debate é acabar com a divisão dos direitos federativos, tirando-os das mãos de grupos de investidores, como acontece hoje.

  • Simone Gomes

    Afinalll..o bom pra garotada nos times tem que ter ou nao empresario???

  • Simone Gomes

    E no Santos, tem mafia tambem

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