O trabalho de Bial



Que o trabalho de Alberto Bial no Basquete Cearense, levando o esporte de alto rendimento para outros cantos do Brasil fora do Rio-SP ou Sul/Sudeste, seja seguido por outros técnicos, empresários, dirigentes e governantes do país.

Acompanhei a iniciativa de Bial quando ele ainda comentava os jogos do NBB pelo Sportv e é muito bom ver o Nordeste não só representado na atual temporada como com uma equipe nas oitavas de final.

Ontem à noite, jogando em casa, o time venceu o Paulistano, por 79 a 66, numa grande jornada de André Luiz, empatando a série com o clube de São Paulo em 1 a 1 _ganha quem vencer três jogos.

Para viabilizar uma equipe de ponta no Ceará, Bial conseguiu apoio do governo local e da Sky, que patrocina o Basquete Cearense. Além do time principal o projeto envolve uma série de iniciativas para incentivar jovens da região a praticarem o esporte, buscando a inserção social pelo esporte, no caso o basquete.

Gosto de lembrar também do exemplo de Sarah Menezes, a judoca brasileira que ganhou ouro em Londres no ano passado e manteve seus treinamentos no Piauí, colocando o estado nordestino como um dos polos da modalidade no Brasil.

Não adianta, como durante muitos anos aconteceu com o handebol, ter uma confederação no Nordeste apenas por ser a casa de seu presidente sem desenvolver o esporte na região.

Sei que a grana está concentrada em outros estados, principalmente São Paulo, e as atenções da mídia, por consequência, também, mas o Brasil é muito grande para pensarmos pequeno, esquecendo-nos de que há muito a fazer em outras localidades. E que elas também têm muito a oferecer. Ou podem ter.



  • Mario

    parabens p/o Bial e a Sarah Menezes pelo trabalho q eles fazem , mas infelizmente no dia que eles não estiverem mais entre nos todo esse trabalho sera destruido , para se ter uma real mudança no esporte tem que unir o esporte com a educação na escola em nivel nacional copiando o sistema americano, ai seremos uma verdadeira potencia nos esportes e no ensino.

    • janca

      No sistema escolar, universitário e nos clubes, Mario. E não só de SP e Rio de Janeiro ou do Sul e Sudeste, também em outras regiões do país.

      • Mario

        teria q mudar no pais inteiro padrão unico com esportes varias modalidades de esporte, lembrando q as ligas universitarias de basquete e futebol americano tem mais audiencia em certas regioes dos EUA do que as ligas profissionais

        • janca

          Mas cada país tem sua cultura própria e aqui mal há educação e saúde para boa parte da população. Dependemos de ações pontuais _muitas vezes desvinculadas do governo, muitas vezes não_, mas que são importantíssimas também.

          • Mario

            concordo essas ações são super importantes , mas temos quebrar nossa cultura de coronelismo esportivo(del neros , R.T.s) e politico (sarneys , serras , lulas ) para as coisas melhorarem , lembrando q os EUA que usei como exemplo de programa esportivo tambem tem seus problemas sociais graves .

  • Felipe Lima

    Ótimo tópico. E num momento “oportuno”, já que o Arthur Zaneti anunciou a possibilidade de se naturalizar para continuar competindo.

    Eu acho que algumas modalidades poderiam aplicar o sistema de conferências, tentando estabelecer um poderio regional (podemos utilizar, por exemplo, as 5 regiões geográficas: N, S, NE, SE, CO), e confrontar estas divisões. Cada conferência poderia tratar com patrocínio e publicidade individualmente, vendo o que é melhor para a região. E só liberar a entrada de uma equipe se a mesma “apadrinhar” alguns colégios ou escolinhas. Bom, pode-se trabalhar esta ideia, creio que não seria de toda ruim.

    OBS: Janca, eu só lamento um post legal ter tampouco retorno nos comentários.

    • janca

      Talvez (o pequeno retorno nos comentários, como você diz) seja reflexo ou retrato da realidade dos chamados esportes olímpicos no Brasil. A ginástica é um exemplo claro disso, mas está longe de ser o único. E ó que estamos caminhando pros Jogos de 2016, que serão no Brasil. Legado?

      • Felipe Lima

        Tá mais pra “Renegado”, Janca!

        • janca

          O que que tá mais pra “renegado”, Felipe?

  • Fernando Duarte

    Bial é um batalhador. Depois de incentivar o basquete em Joinvile, agora se lança nesse projeto em Fortaleza. Um exemplo de amor ao esporte, de empolgação com o basquete.

    • janca

      Eu também acho, Fernando. Precisamos de mais gente pensando em projetos parecidos, procurando apoio, patrocinadores, ajudando a disseminar o esporte pelos rincões do Brasil. O esporte não tem só uma função lúdica e recreativa, é um instrumento, como a música, importantíssimo pra tentarmos incluir mais gente na “sociedade”, digamos assim. Não precisamos formar atletas de alto rendimento, mas expandindo a prática do basquete pelo Nordeste, por exemplo, você forma um público para o esporte, construindo quadras pode tirar crianças da rua. E centros de alto rendimento também são muito importantes, porque precisamos da base da pirâmide e do topo. E atletas de alto nível podem servir como referência. Os ídolos, desde que não de barros, têm sua importância para a molecada.

  • francotimao

    Janca, não sou torcedor ou msm “assistente” de outros esportes, salvo qdo o Brasil joga, admito…e admito também estar errado nesta minha posição, apesar disto gosto de esporte de maneira geral, uns mais outros menos, por ex.: gosto de futebol de salão, vôlei de quadra, etc…mas assumo q não assisto como deveria assistir, mas sou sempre a favor e louvo aqles q se entregam e lutam por estes esportes o q parece ser o caso do Bial, desejo sinceramente sempre boa sorte pra ele…Abs!!!!!!!!!!!

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