A recusa de Rosenberg



Pela terceira vez Luis Paulo Rosenberg, tido como o homem que revolucionou o marketing do Corinthians, recusou convite de José Maria Marin para cuidar da imagem da CBF, que está pra lá de desgastada.

A proposta para assumir o marketing da entidade e do Comitê Organizador Local da Copa coincide com a iniciativa de Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, de levar à Fifa pedido para examinar o caso Marin no Comitê de Ética da entidade. O presidente da CBF, que acumula também a presidência do COL, fez discursos contra o jornalismo da TV Cultura, comandado por Herzog, dias antes de ele ser assassinado pela ditadura militar. E ainda elogiou o torturador Sérgio Fleury.

Rosenberg, vice-presidente de marketing eleito no Corinthians, trabalhou tanto com Andrés Sanchez quanto com Mário Gobbi, mas se afastou do dia a dia do clube depois da conquista do Mundial no Japão. Foi ele o responsável pela vinda de Ronaldo ao Timão, além de ter ajudado a viabilizar a construção da arena corintiana.

No final do ano passado e depois no início deste ano já havia sido convidado por Marin para trabalhar na CBF, o que foi visto como provocação a Andrés. Disse não. Voltou a dizer não agora, num momento em que Marin é alvo de ataques e está cada vez mais isolado, sem interlocução na Fifa e especialmente no governo brasileiro.

No mercado econômico a volta de Rosenberg à rotina de suas empresas, uma de consultoria, outra de investimentos financeiros, é dada como certa.

Com a nova recusa do economista, Marin já pensa em sondar o publicitário Nizan Guanaes, criador da XYZ Live, gigante do marketing esportivo e do entretenimento no Brasil, para trabalhar o marketing da CBF em tempos de Copa das Confederações e do Mundial no país. E deve receber outro não.



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