Quarta-feira



A torcida do São Paulo passou boa parte do jogo de ontem, o “amistoso” contra o XV de Piracicaba pelo Paulistinha, gritando “É quarta-feira”, “É quarta-feira” e pedindo raça aos jogadores.

Contanto que fique em manifestações pacíficas, não vejo problema. Inclusive porque não vejo muita vontade no time do São Paulo, que parece bem dividido. Os titulares não comemoram gol, os reservas não querem jogar contra o XV, num desrespeito total aos mais de 9 mil torcedores que foram ao Morumbi, a mulher do Dênis corneta Rogério Ceni pelas redes sociais, Luís Fabiano está suspenso e não festeja quando marca no Paulista, Lúcio, Ganso e agora Fabrício reclamam de Ney Franco, a coisa está feia.

A impressão é que o espírito cadenciado de Ganso tomou conta do Morumbi. Que os jogadores não falam a mesma língua. Que não se entendem com a comissão técnica, que não se entende com a diretoria, que não se entende com ela mesma.

Talvez quarta-feira o São Paulo até ganhe do Atlético-MG e, dependendo do resultado de Arsenal x The Strongest, avance na Libertadores. Mas o problema do time não é de hoje. Tem nome: Juvenal Juvêncio, o presidente que defendeu mudança no estatuto para se perpetuar no poder. Que administra o São Paulo como se fosse seu e vê o time abaixo de rivais como Corinthians e Santos e sem a raça que o Palmeiras demonstrou nas últimas partidas. Ah! Podem argumentar que o São Paulo lidera o Paulistinha. Mas eu pergunto: isso significa alguma coisa? Muito pouco, muito pouco. Até porque o regulamento e a fórmula de disputa do campeonato são absurdos. E uma derrota nas quartas de final põe tudo a perder.



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