Plano B para a Caixa



O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, está em contato direto com os departamentos jurídico, financeiro e de marketing do clube. Apesar de ser contrário ao rompimento, mesmo que amigável, do contrato com a Caixa, começa a estruturar um plano B caso não consiga receber a verba de patrocínio da estatal.

Para quem não sabe, o dinheiro do patrocínio _2,5 milhões de reais por mês_ tem sido depositado em juízo devido à ação de um advogado no Rio Grande do Sul, contestando a parceria. Por decisão da Justiça gaúcha, o acordo entre Corinthians e Caixa está temporariamente suspenso sob a alegação de que um banco público não poderia patrocinar um clube como se fosse uma empresa privada.

Dizem que decisão da Justiça a gente não discute, acata, mas acho que devemos discutir, sim. Não tem sentido contestarem o patrocínio da Caixa ao Corinthians se o banco patrocina há mais tempo outros clubes, caso de Figueirense, Avaí e Atlético-PR, fora que o Banrisul, que também é público, é ligado a Grêmio e Inter. Sem falar na história de estatais como a própria Caixa, Petrobras e Eletrobras, todas com anos de parceria não apenas no futebol mas também nos chamados esportes olímpicos. Uma ação que tem cheiro de clubismo, enfim, e que parece esquecer que os bancos estatais competem com os privados pelo mercado. Se não podem patrocinar clubes _no caso o Corinthians_, podem fazer propaganda nos meios de comunicação para atrair mais clientes? E não podem patrocinar o Corinthians mas podem ser parceiras de outros clubes?

Discussão à parte, o marketing corintiano já se movimenta para encontrar alternativas ao patrocínio da Caixa. Um deles, como adiantou a coluna “De Prima” no LANCE” de ontem, é atrelar a venda do direito de nomear o estádio em Itaquera ao patrocínio máster da camisa.  Outro é conversar com empresas privadas com interesse na Copa e no esporte para não ficar na mão caso o patrocínio da Caixa ser encerrado. Conversas com empresas de telefonia, do ramo alimentício e do setor de bebidas já estão em andamento.

Mas espero que o patrocínio da Caixa continue, pois acho um contrassenso a ação no Sul. Nossa Justiça, nossa Justiça… Justiça?



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