O Timão e a Petrobras



A direção corintiana procurou pela terceira vez a Petrobras para negociar os direitos de a estatal batizar a arena em Itaquera. Não teve sucesso. O principal obstáculo é que a empresa enfrenta dificuldades financeiras e desconfiança no mercado, que tem inclusive questionado a gestão da atual presidente, Graça Foster. Um dos problemas ainda é o preço dos combustíveis, outro, a ingerência política na administração da Petrobras, que teve uma queda na produção de 2% no ano passado.

Atacada pela oposição ao governo Dilma, a estatal pode contar, se for necessário, com recursos do BNDES para reforçar o caixa e garantir os investimentos programados para 2013, entre os quais não está o batismo do estádio corintiano.

Vale lembrar que a Petrobras patrocinou o Flamengo por mais de duas décadas e ficou conhecida no meio esportivo por se associar a modalidades olímpicas, ajudando o Brasil em competições como Pan e Olimpíada.

O Corinthians, que esperava vender os chamados “naming rights” de Itaquera no início do ano passado, agora diz que negocia com cautela. O preço estimado é de 400 milhões de reais. O grupo Petrópolis, que pagará 100 milhões de reais para colocar o nome da Itaipava na Arena Fonte Nova durante uma década, não descarta fazer negócio com o Timão, mas teria, certamente, que desembolsar muito mais do que o fez em Salvador para se associar a Itaquera.

Apesar das ameaças de Andrés Sanchez de que o estádio pode não ficar pronto para a Copa, a Fifa segue dando como certo que Itaquera será o palco de abertura do Mundial do ano que vem. A primeira parcela dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), no valor de 156 milhões de reais, acaba de ser liberada pela Prefeitura de São Paulo, segundo a vice-prefeita, Nádia Campeão. O clube ainda espera o repasse de 400 milhões de reais do BNDES, que tem ajudado na construção ou reforma de todas as arenas do Mundial.

Detalhe: mesmo que acerte com o Corinthians antes do Mundial, a cervejaria não poderá associar seu nome ao estádio durante o período da Copa. Como não pode fazê-lo em Salvador, o que é compreensível, já que a Fifa tem seus próprios interesses comerciais. O que ainda não dá pra entender é o veto ao nome de Mané Garrincha, um dos marcos da cultura nacional, na arena do Distrito Federal durante o evento de 2014.



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