Bem na foto?



O presidente da CBF, José Maria Marin, pretende usar o amistoso da seleção brasileira, na Bolívia, para ganhar força política e se reaproximar da diretoria corintiana, melhorando sua imagem junto à torcida do time paulista.

O jogo de sábado tem como objetivo angariar fundos para a família de Kevin Espada, morto em fevereiro no jogo San José x Corinthians, atingido por um sinalizador marítimo atirado pela torcida brasileira. Um garoto de 17 anos apresentou-se como o responsável pelo disparo, já no Brasil, onde tem a “vantagem” de ser menor de idade, mas 12 corintianos seguem presos em Oruro. Dois são acusados de estarem portando sinalizadores semelhantes ao que matou Kevin, além de terem pólvora nas mãos. Os outros dez foram considerados cúmplices. Podem ficar até seis meses presos preventivamente, segundo a legislação boliviana.

Para chefiar a delegação do Brasil, Marin nomeou Fernando Capez, lembram dele? Ganhou espaço na mídia nos anos 90 ao liderar movimento para extinguir torcidas organizadas. O passo seguinte foi entrar para a política, tornando-se deputado estadual (PSDB-SP). Agora está em campanha pela soltura dos 12 corintianos, três dos quais pertencem à uniformizada Pavilhão Nove, nove, a Gaviões da Fiel.

Parlamentares brasileiros, como é o caso de Capez e de Walter Feldman, eleito deputado federal pelo PSDB-SP, entre outros, têm usado suas iniciativas em defesa dos 12 presos em Oruro para ganhar destaque. Na semana passada a assessoria de Feldman insistia em divulgar à imprensa participação do político no programa do Ratinho, no SBT, em que trataria, entre outras questões, do caso dos corintianos em Oruro. Um caso que dá mídia e, por que não?, possivelmente votos.

Volto a postar na próxima segunda (dia 8), mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês. Bom restante de semana a todos, João



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