O Palmeiras e a CBF



A nova diretoria do Palmeiras procura se aproximar da CBF para evitar o que considera erros da gestão passada. Entre eles, um afastamento da confederação, algo que pode ter resultado, segundo avaliação interna, em prejuízo para o clube nos bastidores. Vale lembrar que o Verdão foi punido _e merecidamente, acho eu_ com perda de mandos de campo no Brasileirão do ano passado por conta do comportamento de sua torcida. E reclamou muito da arbitragem em boa parte de seus jogos.

O elo com a CBF tem sido costurado por Jesse Ribeiro, há mais de duas décadas um dos principais aliados de Paulo Maluf e secretário-geral do PP paulista. Vice-presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, foi Jesse Ribeiro quem procurou José Maria Marin, que tinha relações umbilicais com Maluf no final dos anos 70, início dos 80. Tanto que o atual presidente da CBF, que é político filiado ao PTB, foi vice-governador biônico de São Paulo nos tempos da ditadura justamente quando o titular era Paulo Maluf.

Graças a Jesse Ribeiro, Marin convidou Paulo Nobre, o presidente palmeirense, para chefiar a delegação brasileira na Suíça, onde a seleção faz amistoso contra a Itália. Também graças a Ribeiro e Marin Jesse Ribeiro e Paulo Nobre estão com as portas abertas na Federação Paulista de Futebol, recebendo apoio de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e vice mais velho da CBF, na decisão de cortar regalias da Mancha Verde. Marin, por sua vez, não quis se envolver diretamente na questão porque prefere se poupar, não se desgastando com as organizadas. Político das antigas, ele é tido como um “bom fazedor de média”. Mas não é disso que a CBF precisa. Muito menos de um presidente sem ideias e com a trajetória atrelada à ditadura militar. Ainda mais em tempos de Copa no Brasil.



MaisRecentes

Nova caminhada



Continue Lendo

O desabafo de Cuca (ainda)



Continue Lendo

As críticas de Cuca



Continue Lendo