A economia do Mengão



A nova diretoria do Flamengo acerta na política de reduzir os custos na Gávea, embora não conte com a compreensão de parte da torcida, que quer um elenco mais forte já para 2013.

Não havia sentido o clube continuar com Vágner Love, por exemplo, cujo salário seria superior a 600 mil reais por mês. Tampouco com Dorival Júnior, que receberia cerca de 400 mil reais por mês (a quem fale em quase o dobro) e não aceitou redução salarial. Com Jorginho, ex-auxiliar de Dunga, o clube vai pagar menos e é hora de pensar em economizar.

Segundo a direção do Mengo, têm sido pagos impostos federais e municipais que estavam atrasados, algo que o torcedor não vê, mas cujos resultados podem aparecer no médio ou longo prazo. Passou o tempo de fazer loucuras, especialmente na Gávea, e espero que os torcedores entendam, não pressionem a nova direção, que optou sabiamente pelo saneamento financeiro e que ela não comece a fazer a abrir as torneiras como as gestões passadas.

Mas além de cortar custos, o que o clube fez também com os chamados esportes olímpicos, deve pensar em arrecadar mais recursos, explorando o potencial que representa a torcida do Fla, a maior do Brasil _embora a de maior poder de consumo seja a do Corinthians. Que invista pesado em marketing, num programa de sócio-torcedor e busque parcerias usando a marca do Mengão, uma das que têm maior apelo no cenário nacional. Encontrando tais parcerias, pode, pouco a pouco, não só reforçar o elenco, mas também voltar a investir em judô e ginástica artística, algo que deixou de fazer também para reduzir custos.

Torço pelo sucesso da gestão de Eduardo Bandeira de Mello porque o Flamengo merece voltar a brilhar. Mas isso leva algum tempo, a casa estava pra lá de desorganizada…



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