O imbróglio de Itaquera



O governo federal vê como blefe de Andrés Sanchez as ameaças de parar as obras em Itaquera e retirar a arena da Copa de 2014 caso o empréstimo do BNDES, com juros e prazos camaradas, não saia até o final de março. No BNDES a ordem segue a mesma: liberar os 420 milhões de reais somente quando a Odebrecht, construtora responsável pela construção do estádio, oferecer as garantias necessárias.

A Odebrecht, porém, só pretende dar o que o banco exige se o Corinthians aceitá-la como sócia no gerenciamento do estádio, algo que segue em discussão, embora ainda aparentemente longe de um acordo.

A expectativa da cúpula corintiana é que antes da verba do BNDES seja liberado o dinheiro referente aos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) por meio da Prefeitura de São Paulo. A expectativa é de que mais de um terço dos 420 milhões de reais de CIDs esteja à disposição do Corinthians e da Odebrecht até dia 29. Caso isso não aconteça e o governo federal não force o BNDES a liberar a parte que lhe cabe, Andrés Sanchez tem dito que as obras serão paralisadas e o estádio pode ficar fora da Copa, já que não seria mais adequado aos padrões da Fifa.

O ex-presidente corintiano reclama ainda do pouco caso do Comitê Organizador Local da Copa, cujo presidente é José Maria Marin, seu desafeto desde que Andrés deixou a diretoria de seleções da CBF. O COL não tem interferido no imbróglio entre Odebrecht, Corinthians, BNDES e a Prefeitura de São Paulo.

Vale lembrar que assim que o Brasil se tornou sede do Mundial de 2014, a CBF, então presidida por Ricardo Teixeira, avisava que não haveria um centavo de dinheiro público em estádios. O governo federal, por sua vez, estimava os gastos e benefícios públicos na ordem de 3 bilhões de reais. A conta com as 12 arenas começou a crescer, porém, e hoje ultrapassa a casa dos 7 bilhões de reais. Sendo que não há planos para manutenção e sobrevivência de algumas das arenas após a Copa do Mundo. O que, aliás, não é o caso da de Itaquera.



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