A queda das organizadas



A melhor forma de combater as organizadas, que tantos problemas seguem causando ao futebol brasileiro, vide aquele São Paulo x Palmeiras de juniores, agora o caso Oruro, antes rubro-negros e vascaínos em guerra no Rio, batalhas em Belo Horizonte, Goiânia etc. etc. etc., é os clubes se desvincularem delas. E para isso a melhor solução é mesmo atacar o bolso.

Os clubes podem deixar de permitir que as uniformizadas usem à vontade suas marcas para faturar e fazer do torcer uma profissão muitas vezes bem remunerada. Por que não? Têm de deixar de ser reféns de alguns torcedores que estão longe de representar o que chamo de maioria silenciosa, algo em que tenho martelado há tempo.

Ainda é um sonho distante, mas algumas medidas contra as organizadas devem ser tomadas ainda antes da Copa das Confederações. Não pelo poder público, que já tentou proibi-las nos anos 90, o que acho errado, mas pelos próprios clubes. A iniciativa do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, de cortar ingressos gratuitos e dar prioridade às uniformizadas, pode ser seguida por São Paulo, Santos e Corinthians também.

Deve ser pauta de uma conversa de dirigentes de alguns dos principais times brasileiros, que não se restringem ao Estado de São Paulo. A conversa, que também deve discutir um plano de reescalonamento das dívidas dos clubes com o governo federal, está prevista para o mês que vem, ainda sem data marcada. Espero que seja feita, especialmente no tocante à discussão sobre a ligação entre clubes e organizadas. No tocante às dívidas, que não sejam perdoadas. Anistia, não. Reescalonamento, dependendo da forma como for feito, até pode ser.

Volto a postar na próxima segunda, dia 18, mas até lá sigo, dentro do possível, respondendo comentários de vocês. Um abraço a todos, João Carlos



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