Festa dos paulistas



Algo que não consigo entender é o futebol paulista e sua federação de futebol comemorarem o “sucesso” do Estadual, que seria melhor do que o do Rio. O motivo? A melhor média de público, média que está na casa dos 6 mil torcedores por jogo, enquanto no Rio ela não chega aos 3 mil por partida.

É o roto falando do esfarrapado. Mais motivos para comemorarem têm os ingleses, que conseguem colocar mais de 35 mil torcedores por jogo em seu campeonato nacional, enquanto a Espanha se aproxima dos 30 mil de média.

Tanto em SP quanto no Rio os Estaduais ocupam muito espaço no calendário _quatro meses_ e têm fórmulas esdrúxulas, que não atraem torcida. Em SP, um primeiro turno que quase nada vale, com 19 jogos pra cada time, classificando-se nada mais nada menos do que oito para o chamado mata-mata, quando começa o campeonato de verdade. No Rio, uma banalização de finais, seja na Taça Guanabara, seja na Taça Rio. Em SP, os grandes muitas vezes jogando com reservas em campo e usando o torneio como teste, enquanto no Rio não faltam times medíocres entre os pequenos, muitos dos quais, como os do interior paulista, são de ocasião.

Já passou do tempo de repensar os Estaduais, um fracasso no Sul, no Paraná, em Minas e em tantos outros estados mais. E pensar na volta do falido Rio-SP está longe de ser o caminho ideal. Põe longe nisso.



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