Nobre e a Mancha



Não consigo entender como Paulo Nobre seguiu dando regalias à Mancha Alviverde depois de tudo o que aconteceu com a diretoria anterior, que chegou a ser ameaçada por integrantes da uniformizada e viu a lanchonete do então vice-presidente Roberto Frizzo, o tradicional Frevinho, invadida por torcedores no ano passado. Jogadores palmeirenses tiveram que contratar seguranças para evitar que fossem agredidos na rua e mesmo assim a organizada seguiu recebendo ingressos de graça, por exemplo, para jogos no exterior.

Um deles foi o de quarta, contra o Tigre, em Buenos Aires. O resultado foi a pancadaria no aeroporto, cujo alvo principal era o chileno Valdívia e que acabou atingindo o goleiro Fernando Prass, logo atendido pelo médico do clube. Acabou com três pontos na cabeça.

Em 2008 o técnico Vanderlei Luxemburgo também fora alvo da torcida, assim como o atacante Vagner Love, o primeiro no aeroporto, o segundo, em uma agência bancária. E os privilégios à uniformizada continuaram.

Menos mal que agora o novo presidente do Palmeiras, embora já esteja administrando o clube há mais de um mês e meio, tenha dito que vai cortar as regalias da torcida. E deveria ir fundo na questão. Não deixar que ela use o escudo do clube para lucrar fabricando e vendendo camisas, bandeiras e outros artigos mais.

Não bastasse o episódio envolvendo a Gaviões da Fiel e a Pavilhão Nove na Bolívia, agora vem a Mancha na Argentina? Já passou na hora de rediscutirem as relações dos clubes com suas organizadas. Que elas sintam no bolso. E que os dirigentes deixem de ser reféns de torcedores que não representam a instituição, seja ela Palmeiras, Corinthians ou São Paulo. Os verdadeiros torcedores são outros. Uma maioria talvez silenciosa que tem de começar a falar.



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