Abandono da base



A escolha e agora a saída de Bebeto como coordenador das categorias de base da CBF mostram o descaso da entidade com o futuro do futebol brasileiro.

Depois do vexame da seleção sub-20, eliminada na primeira fase do Sul-Americano da Argentina, com um jogo pior do que o outro, José Maria Marin nomeou Bebeto, que considera um bom fantoche. Mas o ex-jogador, depois de ter aceito o cargo, resolveu abandoná-lo alegando que já é deputado estadual no Rio, além de integrante do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 e não teria tempo para trabalhar na CBF. Como se só tivesse percebido isso agora.

Bebeto saiu, na verdade, porque percebeu que não teria autonomia nenhuma e sentiu que seria logo fritado. Nem poder para escolher um membro da comissão técnica ele teria.

As categorias de base da seleção seguem nas mãos de empresários, que palpitam aqui e acolá, como já fizeram no início do ano no fiasco do Sul-Americano. E não deve ser diferente daqui para a frente. Pelo menos até o final da gestão de Marin, cuja grande preocupação é fazer o Brasil ganhar a Copa de 2014. Segundo ele, caso o título venha, o pessoal se esquece do resto. Inclusive do descaso com a base e das mazelas da organização do Mundial, cujos erros ele costuma atribuir apenas ao governo federal.



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