Marin alfineta Romário



Não é de hoje que José Maria Marin tem alfinetado Romário. O presidente da CBF considera o ex-jogador uma decepção como político e acha que tem atacado sua administração apenas para aparecer e ganhar pontos com a galera. Lembra que, quando assumiu a confederação e até o começo da Olimpíada, Romário era só elogios tanto pra ele quanto pra Marco Polo Del Nero, seu vice mais velho e presidente da Federação Paulista de Futebol. Depois, como teria visto que não dava “ibope” elogiar a dupla e não teria conseguido ganhar espaço na entidade, passou a atacá-la, assim como o trabalho de Mano Menezes.

Em programa exibido pela “Rede TV”!”, pela primeira vez Marin foi, pelo menos publicamente, mais enfático ao tratar de Romário, que é deputado federal pelo PSB-RJ e luta pela abertura de uma CPI para investigar os negócios da CBF. Disse que política se faz construindo e não destruindo, ao contrário do ex-jogador, que, segundo ele, prega a desagregação. Afirmou ainda que duvida que Romário passe do cargo que ocupa, ou seja, que venha a ser mais do que deputado federal.

O curioso é que Marin, que se considera um conciliador, jamais conseguiu o que Romário conquistou, ao ser eleito pelo voto direto para deputado federal, quase 150 mil no Rio, ficando entre os seis primeiros com mais apoio popular.

Em 1986 Marin tentou ser senador pelo PFL, em São Paulo, e nada. Ficou em quarto lugar. Em 2000 foi candidato a prefeito em São Paulo, pelo fraco PSC, nem 10 mil votos teve, menos de 0,2% dos votos válidos. Em 2002 tentou mais uma vez o Senado e outro fiasco.  Só teve projeção, de fato, nos tempos da ditadura militar, quando foi vice biônico de Paulo Maluf e governou o Estado de SP por dez meses, entre 1982 e 1983, já que o titular se desvinculara do cargo para tentar a sorte como deputado federal. Mesmo na CBF, ganhou a presidência da CBF de presente. Era o vice mais velho de Ricardo Teixeira, cuja administração, marcada por denúncias de corrupção, considera excelente. Tanto que passou a pagar salário para o ex-presidente, que se refugiou na Flórida, dar consultoria por telefone, salário maior do que Teixeira recebia quando comandava a entidade. Coisas da política e do futebol brasileiro.



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