Campanha contra Marin



A direção do Instituto Vladimir Herzog segue dando força a movimento na internet que pede a saída de José Maria Marin da presidência da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014). A ideia, além de recolher assinaturas numa petição online pela retirada do atual mandatário do futebol brasileiro, é mostrar ao Brasil e ao mundo quem é Marin.

Ivo Herzog, filho de Vladimir, lembra que Marin, nos tempos em que era deputado estadual em SP, foi um dos que mais fizeram campanha contra o que ele considerava teia comunista na TV Cultura e era só elogios para o torturador Sérgio Ramos Fleury. Seu pai, Vladimir, era o responsável pelo jornalismo da emissora e acabou assassinado pela ditadura militar em 1975.

O documento, que está perto das 30 mil assinaturas, tem como objetivo inicial chegar a 50 mil. Num segundo momento, caso passe dos 100 mil, deve ser levado não só ao governo brasileiro, como à Fifa e à imprensa internacional, que poderá conhecer melhor o passado de Marin.

Na petição, que é contrária a ter o dirigente como anfitrião de um dos maiores eventos da história do país, é dito que “ter Marin à frente da CBF é como se a Alemanha tivesse um membro do partido nazista organizando a Copa de 2006”.

Marin era político da Arena, partido que dava sustentação à ditadura militar, e foi vice-governador biônico de Paulo Maluf. Quando Maluf se desvinculou do cargo para se candidatar a deputado federal, o hoje presidente da CBF assumiu o governo de São Paulo por dez meses. Deixou o cargo sob enormes vaias para entregá-lo a André Franco Montoro, eleito em novembro de 1982 e empossado em março do ano seguinte.

Marin só chegou à presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira, de quem era o vice mais velho na entidade. Como o antecessor, logo se apoderou também da presidência do COL. De cara aumentou o próprio salário e passou a pagar a Teixeira como “consultor” da CBF, mesmo que o ex-dirigente tenha decidido se radicar na Flórida, onde mantém padrão de vida de estrela de Hollywood, abandonando o futebol. Procurado mais de uma vez pelo blog, Marin não quis se pronunciar sobre a petição.



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