As organizadas do Rio



Já que o assunto “uniformizadas” está de volta, por conta da tragédia em Oruro, na Bolívia, um ponto importante a ser abordado é o que se vê no Rio de Janeiro, o principal cartão postal do Brasil.

O turista que quer comprar uma camisa de algum dos quatro grandes do Rio muitas vezes recorre a lojas em que encontra uniformes de organizadas, com o escudo do time e tudo, vendidas por um preço mais barato do que as chamadas camisas oficiais. Ou seja, as uniformizadas, com autorização dos clubes, competem com as próprias agremiações pelas quais torcem. E dirigentes de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco não fazem nada a respeito para evitar problemas com os “organizados”, muitos dos quais com forte influência nas administrações dos próprios clubes.

Além da relação promíscua entre times e organizadas, algumas das quais tinham salas próprias nas sedes dos clubes que “representam”, há um prejuízo ao caixa destes últimos. A perda de uma fonte de receita importantíssima, seus produtos licenciados, uma questão que envolve as organizadas, mas que vai além delas. Envolve também o preço abusivo de uniformes e produtos oficiais, preço que poucos podem pagar, e a concorrência da pirataria, com camisas muito mais em conta, muitas delas sem ligação com uniformizada nenhuma.

São questões para serem discutidas por quem comanda o futebol brasileiro, inclusive porque seu potencial de marketing segue mal explorado. E também porque, especialmente no Rio, muitos do que usam camisas e uniformes com o nome de alguma organizada às vezes nem a ela pertencem. Principalmente no caso de turistas. E o que não falta na zona sul carioca são eles, os turistas, brasileiros ou estrangeiros e fãs de futebol.



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