O tribunal da Conmebol



O que muita gente talvez não saiba sobre o Tribunal da Conmebol é que ele foi criado por pressão _legítima, aliás_ de patrocinadores e detentores de direitos de TV dos torneios sul-americanos, em especial da Libertadores. Como é muito recente e as penas previstas para os casos levados ao tribunal podem ir de uma simples advertência ou punição de 200 reais até a exclusão da competição, é natural que haja uma margem enorme para contestações.

O que acontece é que não há jurisprudência na corte, ou seja, não há um histórico de punições para garrafadas jogadas dentro do campo, pedradas em atletas adversários ou no trio de arbitragem e assim por diante.

O trabalho do tribunal começou do zero e punindo times brasileiros _caso do Grêmio, por conta da avalanche, e do São Paulo, por conta da final da Sul-Americana, sem falar na punição ao Corinthians, que está dando o que falar.

As penas, justas para alguns, injustas para outros, estão previstas em regulamento que todos os times assinaram. Se me perguntassem, diria apenas que outros clubes também deveriam ser punidos, como o Millonarios, da Colômbia, por agressão a um bandeirinha, o Tigre, pela confusão que aprontou contra o Libertad, sem falar na atitude no jogo contra o São Paulo, e o San José, que não ofereceu segurança aos torcedores em jogo em que era mandante.

Mas um erro não justifica o outro e é bom a Conmebol encarar de frente os problemas, que não são poucos em competições como a Libertadores. Ainda mais num momento em que o clima começa a ficar mais acirrado contra os brasileiros, o que já era esperado pela confusão na final da Sul-Americana, em que o ônibus do Tigre foi apedrejado por são-paulinos e agora pela morte do garoto Kevin Espada por um sinalizador disparado pela torcida corintiana.



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