Barcos x Verdão



Depois de ser chamado de mercenário por parte da torcida do Verdão, Barcos tenta passar a imagem de que foi o Palmeiras que resolveu abrir mão de seu futebol, interessado que estava em aumentar o número de jogadores em seu elenco e ainda ganhar um dinheirinho extra. Não é verdade. Desde o ano passado o argentino deixou claro que não queria disputar a Série B em hipótese alguma. Que ficaria desvalorizado e perderia espaço na seleção argentina.

O Palmeiras só aceitou abrir mão da multa rescisória a que teria direito por perder o jogador para outro clube brasileiro porque sentiu que Barcos começava a minar o ambiente do clube. A própria comissão técnica palmeirense chegou a se queixar com a diretoria que ele vivia dizendo no vestiário que disputar o Paulista e a Libertadores ok, mas a segunda divisão do Brasileiro, não. E isso tumultuava o ambiente.

No episódio, que é no mínimo desagradável para o torcedor palmeirense, que tinha em Barcos seu maior ídolo nos últimos meses, José Carlos Brunoro acabou mostrando falta de tato. O diretor executivo do Verdão errou ao aceitar um pacote de jogadores gremistas em troca do argentino sem ter primeiro conversado com eles. Deu a confusão que todos vimos.

Barcos insiste que, por trás da decisão de liberá-lo, está o grupo de Mustafá Contursi. E nesse ponto tem razão. Mas não diz que o grupo de Mustafá temia ficar com atletas descontentes e insatisfeitos no Palestra, caso do próprio argentino. Que o alerta fique ligado para Gilson Kleina. Não que o treinador não demonstre comprometimento, pelo contrário, tem se empenhado, dentro de suas limitações, para ver um Palmeiras melhor. Mas Mustafá, que ganhou força na gestão de Paulo Nobre, não está entre os maiores fãs do ex-técnico da Ponte Preta.

Já em relação a Barcos, não sei como vai se sair no Grêmio. Acho apenas que em São Paulo ou no Sul não é jogador para a seleção argentina. Mas isso o tempo dirá. E eu posso estar equivocado, por que não?



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