Samba, futebol e…



Samba, futebol e polícia? Pelo jeito, sim. Às vésperas do início do Carnaval de 2013, a Polícia Militar de São Paulo aumenta o cerco em relação às escolas de samba da capital. O receio é que confusões como a que marcaram a apuração dos votos no ano passado se repitam agora.

Entre as seis escolas que mais preocupam a polícia duas são de torcidas organizadas: Gaviões da Fiel e Mancha Verde. No ano passado, durante a apuração, integrantes da Gaviões fizeram diversos atos de vandalismo no Anhembi e arredores. Membros das duas uniformizadas que desfilam no Sambódromo também já foram flagrados marcando brigas por redes sociais, uma das quais assustou moradores da Freguesia do Ó, conhecido bairro paulistano.

Mas as organizadas estão longe de serem as únicas a inquietar os policiais. Vai-Vai, Unidos da Vila Maria, Mocidade Alegre e Rosas de Ouro também têm dado dor de cabeça e suas ações têm sido monitoradas pela PM. Na semana passada, por exemplo, as presidentes da Mocidade e da Rosas de Ouro foram chamadas à Deatur (Delegacia de Atendimento ao Turista), cujo serviço de inteligência alertara que integrantes das duas escolas estavam marcando acerto de contas para as ruas de São Paulo. Graças a operação da polícia o confronto teria sido evitado.

No Rio de Janeiro o cerco policial também tem sido feito, embora com outros objetivos. A ideia é pegar os bicheiros do Carnaval carioca. Na semana passada, para ficar em apenas uma operação, a Polícia Civil do Rio cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da Liga Independente das Escolas de Samba e na casa de outros dirigentes e ex-dirigentes ligados ao principal desfile de Carnaval do Brasil.

Há tempos o Carnaval, como o futebol, frequenta também as páginas policiais. Que isso comece a mudar, mas não com vistas grossas. A polícia, por mais complicado que seja, tem de fazer seu papel. Ou pelo menos tentar.



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